Consultor em internacionalização de empresas, globe-trotter, poliglota, articulista de AMANHÃ, do Jornal do Commercio e da Folha de Pernambuco, além de O Estado de São Paulo. É professor de gestão intercultural e autor de vários livros.
Aceitei dar no Recife uma aula inaugural para estudantes de Relações Internacionais no próximo dia 9 de fevereiro. Pois bem, ontem, enquanto aguardava no restaurante um dos organizadores do evento – que versará sobre aspectos geopolíticos e intercult...
Tenho um amiga francesa que é muito engraçada. Sempre que digo algum absurdo, frequentemente intencional, para me divertir com sua reação, ela põe ambas as mãos na cabeça e diz: "Au secours", ou seja, "Socorro". E então desatamos a rir. Pois bem, len...
Desde criança, mediava conflitos. Posso garantir que não era nada fácil fazê-lo quando os protagonistas eram seus próprios pais que tinham então uma estranha forma de se gostar – pelo menos aos olhos de uma criança. Isso dito, chegada a vida adolesce...
Na quinta à noite saí para comer uma pizza com um amigo numa ruidosa cantina dos Jardins. Como metade da quadra estava às escuras – no rastro da queda de dezenas de árvores em uma das áreas mais nobres da cidade e dos consequentes danos à fiação elét...
Venho de uma temporada em alguns países europeus e um aspecto singular continua a me chamar a atenção com a mesma intensidade que despertava desde o começo dos anos 1980: a obsessão francesa com o respeito aos direitos trabalhistas; a fome desmedida ...
Instalado num pequeno hotel ao lado da estação ferroviária dessa cidade francesa mundialmente famosa pela mostarda gastronômica, o relógio marca 18 horas e, sem precisar olhar a imagem, escuto o discurso de investidura de Donald Trump. Muito pior do ...
Não vou entrar aqui na seara filosófica do que o trabalho representa para a formação da identidade dos indivíduos. E, consequentemente, do quanto a falta dele castiga o ser humano, muito além das limitações que impõe à vida material. Quem não conhece...
Estava refastelado num trem silencioso e bem aquecido. A bordo, atravessava a Alemanha no sentido Leste-Oeste e via a paisagem nevada da Saxônia, enquanto cortava cidades ainda adormecidas do grande sono da antiga República Democrática Alemã. A certa...
Nem bem as redes sociais repercutiram a morte da maior personalidade política portuguesa do pós-Guerra, eis que um primo me confidenciou que, do breve convívio de ambos, dois aspectos lhe chamaram a atenção. O primeiro estava ligado à surpreendente i...
Não saberia dizer se o título acima está adequado. Por mais fria que esteja a Europa desses dias, não se pode dizer que estejamos vivendo continuadamente a temperaturas negativas. Quem assim passa a vida são os siberianos. Nós aqui, quando muito, enc...
Francamente, não gostaria de ser chato. Mas se a honestidade de propósitos passa por sê-lo em alguma medida, pois bem, não vou hesitar em desagradar alguns. Isso dito, avançarei à minha maneira. E para os que ficarem ressentidos com minha crueldade c...
Cheguei à estação Central de Varsóvia para comprar os jornais do domingo e tomar um café. As celebrações de réveillon tinham sido puxadas e uma tarde toda na cama ainda não me restaurara as energias. Por desencargo de consciência, passeei pelos guich...
Gostaria de encerrar minhas colaborações à revista AMANHÃ e ao blog "Ao Redor do Mundo" em 2016 com um mínimo de originalidade, mas temo que isso seja bastante difícil. Afinal, posso ter ficado um ano mais velho – e como fique i –, mas, essencialment...
Varsóvia tem lá seus encantos no inverno. Embora tenha sido devastada à razão de 98% durante a Segunda Guerra Mundial, a reconstrução do centro histórico obedeceu a bons padrões de restauração e, aqui e acolá, ainda se respiram os ares de uma capital...
Até meus 10 anos, posso dizer que as festas de Natal eram muito associadas à chegada de Papai Noel, em cuja existência eu fingia acreditar candidamente, mesmo depois que as primeiras evidências já tinham desnudado a crua realidade. Nessa idade, porta...
Se já tive alguma vez a veleidade de viver segundo a cartilha dos italianos, sinceramente não lembro. Se aconteceu, talvez tenha sido à mesa, local em que reconheço haver miríade de delícias que, ao longo dos anos, terminaram por me arredondar a cint...
Se tivesse de responder rapidamente à pergunta sobre o que mais me fascina em Nápoles, eu diria que é tudo. Mas sabendo que essa alternativa não é válida e que só crianças ou preguiçosos teriam direito a responder assim, eu então apontaria o sotaque ...
É desalentadora a situação que vive o Brasil. Se o que mais se temia até meses atrás era a virtual ingovernabilidade do país, o que vinha levando os agentes econômicos globais a vê-lo com extrema cautela, eis que, às vésperas de mais um Natal, estamo...
1 – Da Galícia para CubaNunca morri de amores por Cuba. Se o país configurou exceção no mundo latino, bastante simpático no geral, atribuo minhas reticências ao fato de sempre tê-lo visto como uma sesmaria dos irmãos Castro que, como boa parte dos ga...
Longe de ser estudantes em busca de um dinheiro extra, ou atores à espera de uma chance na Broadway – tão comuns em Nova York –, os garçons franceses fazem da atividade uma profissão que exercem com invariável orgulho. Com graus variados de simpatia,...