Inflação sobe 0,88 em março
Em março, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi a 0,88%, superando em 0,18 ponto percentual do índice de fevereiro. Essa alta foi puxada pelos preços dos grupos de transportes e alimentação e bebidas que, juntos, responderam por 76% do IPCA de março.
Nos transportes, a alta mais relevante foi a da gasolina (4,5%). Outras altas ocorreram em passagem aérea (6%) e diesel (13,9%). Já em alimentação e bebidas, os subitens leite longa vida (11,7%) e tomate (20,3%) tiveram as elevações de preços mais importantes. Juntos, esses cinco subitens foram responsáveis por 0,43 pontos percentuais do IPCA de março. Os nove grupos de produtos e serviços do IPCA tiveram altas de preços em março. O gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, observa que "em alguns subitens, especialmente nos combustíveis, já se sente o efeito das incertezas no cenário internacional". No ano, o IPCA acumula alta de 1,92% e, nos últimos 12 meses, de 4,14%, acima dos 3,81% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março do ano passado, o IPCA fora de 0,56%.
Entre as 16 localidades onde o IBGE coleta preços para o cálculo do IPCA, a maior variação ocorreu em Salvador (1,4%), seguida por São Luís e Belém. A menor variação ocorreu em Rio Branco (0,3%). Tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro, respectivamente as regiões metropolitanas com o maior e o terceiro maior peso no IPCA, o índice de março foi de 0,7%, ficando abaixo da média do país. Já em Belo Horizonte, a região metropolitana com o segundo maior peso, o IPCA de março subiu para 0,9%.
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