Desemprego cresce no trimestre encerrado em fevereiro
Influenciada por perda de vagas nos segmentos de saúde, educação e construção, comum no início do ano, a taxa de desocupação voltou a crescer, chegando a 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro. Isso significa que 6,2 milhões de pessoas buscaram trabalho sem sucesso no trimestre, 600 mil a mais do que o trimestre encerrado em janeiro. Mesmo assim, a taxa é a menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica em 2012. A boa notícia para o mercado de trabalho é o rendimento real habitual de todos os trabalhos, que atinge novamente patamar recorde, chegando a R$ 3.679, aumento de 2,0% no trimestre e de 5,2% no ano. Os dados são da PNAD contínua mensal, divulgada pelo IBGE.
No trimestre encerrado em fevereiro, a população ocupada registrou queda de 0,8% e aumento de 1,5% frente ao mesmo trimestre do ano passado. No trimestre, houve forte redução de postos de trabalho no grupo de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana, serviços sociais e na construção. "Nos dois casos há influência de movimento sazonal, sobretudo, nos segmentos de educação e saúde, nos quais parte expressiva dos ocupados é provida por contratos temporários no setor público. Na transição de um ano para outro, há um processo de encerramento dos contratos vigentes, repercutindo no nível da ocupação dessa atividade", explica Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas por amostra de domicílios do IBGE, "A construção também registra menor demanda das famílias por obras e reparos no início do ano", acrescenta.
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