Inflação desacelera em maio
A inflação de maio (0,58%) desacelerou em relação ao resultado de abril (0,67%), mas acumula alta de 3,2% no acumulado de cinco meses de 2026, chegando a 4,72% nos últimos 12 meses. Com taxa de 1,33% de impacto, o grupo alimentos e bebidas respondeu por metade do resultado do mês, seguido dos grupos de habitação com 1,22% e saúde e cuidados pessoais, cuja alta foi de 0,9%. O subitem com maior impacto individual foi energia elétrica residencial, que subiu 3,67%. Os resultados da inflação oficial do país foram divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Em maio, a alimentação no domicílio registrou variação de 1,65%, com influência das altas da batata-inglesa (44,69%), do tomate (20,62%), da cebola (16,8%), e das carnes (1,39%). No lado das quedas destaca-se o café moído (-2,38%). "O aumento nestes itens se deve a questões de menor oferta e, também, há influência do valor do frete por conta da alta dos combustíveis", avalia José Fernando Gonçalves, gerente do IPCA. O grupo de habitação acelerou para 1,22% sob influência do subitem energia elétrica residencial que subiu 3,67% e foi o principal impacto individual no resultado do mês Em saúde e cuidados pessoais (0,9%) sobressaem as altas dos artigos de higiene pessoal (1,95%). A variação do grupo de transportes (-0,46%), único com queda em maio, se deu pelo recuo nos combustíveis (-1,95%).
Quanto aos índices regionais, a menor variação ocorreu em Curitiba (0,29%), por conta do recuo do emplacamento e licença (-4,83%) e da gasolina (-2,49%). As maiores variações foram registradas em Aracaju e Campo Grande, ambas com índice de 1,31%.
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