Banco Mundial reduz projeção de crescimento global e do Brasil

Conflito no Oriente Médio desacelera índice para nível mais baixo desde a pandemia
BID aponta que economias em desenvolvimento, exceto China e Índia, terão quase uma década sem progresso

O conflito no Oriente Médio pode desacelerar o crescimento global para a taxa mais lenta desde o início da pandemia de Covid-19, em meio à alta dos preços da energia, inflação mais acentuada e custos de empréstimo crescentes, segundo a última edição do relatório Global Economic Prospects do Banco Mundial. 

O crescimento global deve recuar para 2,5% em 2026, acima dos 2,9% em 2025. As previsões para dois terços das economias foram revisadas para baixo em comparação com janeiro deste ano. No Brasil, o crescimento deverá desacelerar para 1,9% em 2026, em um contexto de consumo menos dinâmico, antes de se recuperar para uma média de 2,1% em 2027 e 2028, à medida que a queda da inflação de modo continuado permita o afrouxamento da política monetária.

De acordo com o relatório, até 2028, economias em desenvolvimento, exceto China e Índia, terão experimentado coletivamente quase uma década sem progresso na redução da diferença de renda per capita em relação às economias avançadas. O fechamento do Estreito de Ormuz causou severas perturbações nos mercados de energia. Os preços dos fertilizantes devem subir bastante este ano, o que terá efeitos negativos nos preços dos alimentos. Juntas, essas pressões estão impulsionando a inflação global, que pode subir para 4% este ano, uma alta substancial em relação aos 3,3% do ano passado. "O conflito afetou a atividade global, mas toda crise também traz uma oportunidade", disse Ayhan Kose, economista-chefe adjunto e diretor do grupo de perspectivas de desenvolvimento do Banco Mundial.

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Quinta, 11 Junho 2026

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