Cinco respostas às perguntas mais feitas ao Google sobre investimentos

Brasileiros têm dúvidas sobre renda fixa e renda variável
Uma das questões mais procuradas é saber quanto rende R$ 1 milhão na poupança

Os brasileiros estão investindo mais – e buscando aprender sobre finanças pessoais. O número de pessoas físicas com ativos de renda fixa em suas carteiras aumentou 15% no ano passado, para 17,1 milhões, segundo a B3. Na renda variável, são 5 milhões de pessoas que respondem por um total de R$ 551 bilhões investidos, alta de 20% na comparação com 2022. E quem quer começar a investir muitas vezes vai até o Google para fazer suas pesquisas. Por isso, o Portal AMANHÃ, em parceria com a B3, responde, a seguir, cinco das perguntas sobre investimentos mais buscadas na plataforma de pesquisa no ano passado. Confira.

Quanto rende a poupança?
A poupança ainda é uma das aplicações mais conhecidas pelos brasileiros, mas não está entre as que mais rendem para o investidor. A remuneração do dinheiro aplicado lá obedece a duas regras, de acordo com o valor da Selic. Quando a Selic é superior a 8,5% ao ano, a remuneração é de 0,5% ao mês, mais a taxa referencial (TR). Já quando a Selic é igual ou inferior a 8,5%, a remuneração é de 70% da taxa Selic mensalizada, mais a TR. Assim, como hoje a Selic está em 11,25%, a poupança atualmente segue a primeira regra. Na prática, isso significa que a poupança rende menos do que a taxa Selic.

Quanto rende R$ 1 milhão na poupança?
Vale dizer que o rendimento da poupança é isento de imposto de renda. Por outro lado, a poupança só rende a cada 30 dias – se alguém investir no dia 1º de um mês e sacar o valor no dia 28, não terá rendimento. Ou seja, se aplicados R$ 1 milhão na poupança, em um ano, o valor renderia R$ 63.682,11 em um ano. Em três anos, o rendimento seria de R$ 189.595,41. Em comparação, os mesmos R$ 1 milhão investidos no Tesouro Selic 2027 renderiam R$ 277.512,30 em três anos.

O que é CDI?
A sigla significa Certificado de Depósito Interbancário. É o instrumento usado entre os bancos, quando fazem empréstimos entre eles. O CDI acompanha de perto a taxa Selic, a taxa básica da economia brasileira, que é fixada pelo Banco Central a cada 45 dias. O importante para os investidores é saber que o CDI é muito usado como referência para os investimentos em renda fixa pós-fixada. São aqueles títulos que vão acompanhar a rentabilidade do CDI ao longo do tempo. Para muitos dos títulos, a rentabilidade é dada como uma porcentagem do CDI, como 90% do CDI, ou 108% do CDI.

O que é CDB?
É comum confundir CDI e CDB, mas são coisas diferentes. Os CDBs são certificados de depósitos bancários. Esses sim são oferecidos a pessoas físicas. Quando um investidor compra um CDB, na prática ele está emprestando dinheiro para um banco. Em troca, o banco paga ao investidor uma rentabilidade. Essa rentabilidade pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida. No modelo prefixada, a taxa é acordada no momento do investimento, como 12% ao ano. No caso dos pós-fixados, a maioria dois títulos usa o CDI como indexador, daí a confusão entre os termos. No caso dos títulos híbridos, normalmente há uma correção pelo IPCA, o índice oficial de inflação, mais uma taxa prefixada.

Como comprar ações?
Quem quer investir em renda variável e comprar ações deve começar abrindo uma conta em uma corretora, que é a instituição financeira que faz o intermédio das negociações. Na hora de escolher uma corretora, é importante checar se ela tem registro na Comissão de Valores Mobiliários, a CVM, e se informar sobre a taxa de corretagem, isto é, o valor que a empresa cobra de seus clientes nas operações. Tendo a conta aberta e o investidor cadastrado, deve-se realizar uma transferência para sua a corretora. No aplicativo ou site de sua corretora, você encontrará o home broker, uma plataforma digital em que o investidor vende e compra as ações desejadas. Lá, é possível também acompanhar os preços das ações em sua carteira.

Com Redação da B3

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Segunda, 24 Junho 2024

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