Made by China 2025: impactos na indústria e agropecuária do Brasil

Palestras no Sul debatem elaboração de propostas a respeito do desenvolvimento chinês e da estratégia brasileira para se relacionar com o seu principal parceiro comercial
Definir a estratégia brasileira de relacionamento com a China pressupõe trabalharmos com 2050 no horizonte

Porto Alegre dia 25 de setembro, Curitiba dia 27 e Florianópolis dia 29: com a apresentação da palestra "Made by China 2025: impactos na indústria, agropecuária, empregos e salários no Brasil", por Milton Pomar, articulista do Grupo AMANHÃ, e do seu livro "O sucesso da China socialista – 1949-2025: de país muito pobre a maior economia mundial", em parceria com o Instituto Confúcio, universidades, entidades empresariais e de trabalhadores e trabalhadoras, e outras instituições, como a Frente Parlamentar Brasil-China do Rio Grande do Sul, haverá debates e elaboração de propostas a respeito do desenvolvimento chinês e da estratégia brasileira para se relacionar com o nosso principal parceiro comercial. Na capital gaúcha o lançamento será feito no auditório do Sindbancários (Rua General Câmara, 424) enquanto em Curitiba o Espaça Cultural dos Bancários (Rua Piquiri, 380) acolherá o evento. Ambos iniciarão às 19 horas. O debate na capital catarinense será a partir das 18h30 no mini-auditório do Bloco E do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Ichin-UFSC).

Definir a estratégia brasileira de relacionamento com a China pressupõe trabalharmos com 2050 no horizonte, e incluirmos as trocas culturais, esportivas, educacionais, ambientais, e em ciência, tecnologia e inovação, além das comerciais e dos investimentos em atividades produtivas e em infraestrutura. Após 50 anos de relações diplomáticas com a China, não é mais possível o Brasil continuar com "n" estratégias (do governo federal, governos estaduais, entidades empresariais etc., etc.) para se relacionar com o país que é a maior economia mundial pela paridade do poder de compra, quase 30% da manufatura mundial, e em breve o maior em desenvolvimento tecnológico, e que trabalha com estratégia e planejamento de Estado.

Falta-nos uma estratégia e um núcleo central de operacionalização, constituído por especialistas no país (e hoje existem muitas pessoas no Brasil com essa condição). Estudo recente sobre as exportações brasileiras para a China, comentado em artigos recentes aqui no blog Conexão Ásia, revela quanto estamos desarticulados e sem estratégia nacional para nos relacionarmos com a China. Seguimos como dantes exportando essencialmente produtos primários e importando cada vez mais produtos com média e alta tecnologia. Temos grande potencial em todas as demais áreas para realizar intercâmbios que beneficiem grande quantidade de pessoas dos dois países, mas... não acontece na escala e velocidade que são possíveis e necessárias.

Segundo estudo divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea) dia 5 de setembro, o Brasil está perdendo mercados de veículos para a China na América Latina. O Instituto de Estudos de Desenvolvimento Industrial (Iedi) publicou estudo a respeito dessa situação há dez anos. Seguimos na lógica do futebol ("quem não faz gols, leva"), e nem essa atividade, na qual temos inegável "vantagem comparativa", conseguimos até agora estabelecer relação em larga escala com a China.

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Segunda, 26 Fevereiro 2024

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