Maioria dos profissionais prefere salário maior e estabilidade

Levantamento inédito mostra fatores mais valorizados na profissão almejada pelos entrevistados para os próximos cinco anos
Levantamento indica que profissionais preferem salário maior e estabilidade a trabalho remoto e jornada reduzida

Salário, estabilidade e perspectiva de crescimento são os fatores mais valorizados pelos trabalhadores brasileiros na profissão que almejam exercer nos próximos cinco anos. É o que mostra a 69ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: futuro profissional, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira (5).

A pesquisa revela que 28,7% dos entrevistados apontaram o salário como o principal diferencial da ocupação desejada. Outros 22,4% assinalaram a estabilidade no emprego, enquanto 20,1% apontaram a perspectiva de crescimento na carreira. "Mesmo nesse cenário de novas modalidades de trabalho, em que a flexibilidade acaba sendo também uma moeda de troca, esses fatores tradicionais são valorizados e acabam sendo muito associados ao emprego com carteira assinada. Essa estrutura de trabalho continua sendo a primeira opção do trabalhador e é isso que faz com que ele continue mirando essa relação de trabalho formal no médio e no longo prazo", avalia Claudia Perdigão, especialista em políticas e indústria da CNI.

O levantamento mostra que esses fatores superaram, por exemplo, a flexibilidade do horário de trabalho (19,3%) a possibilidade de trabalhar de casa/home office (15,9%) e a jornada de trabalho reduzida (9,8%).

Um emprego, muitas prioridades
Os trabalhadores também listaram os obstáculos para alcançar as aspirações profissionais. Segundo 22% dos entrevistados, o maior entrave é a falta de oferta de vagas de emprego com boas condições. Para 17,6%, a segunda principal barreira é a falta de experiência prática suficiente, enquanto 16,9% apontam a falta de oferta de cursos de formação exigidos pelo mercado na região onde vivem como o terceiro maior empecilho.

A necessidade de cuidar de parentes (16,1%); falta de formação ou qualificação exigida pelo mercado (12,7%); falta de informação sobre vagas disponíveis (11,9%); e discriminação por parte dos empregadores (8,3%) completam a lista dos principais entraves para a profissão almejada pelos entrevistados.

Futuro incerto
Cerca de 43% dos brasileiros não conseguiram responder em qual ocupação se veem daqui a cinco anos, aponta o levantamento. A insegurança quanto ao futuro profissional é maior entre os trabalhadores mais velhos. "Esse cenário de dúvida que recai sobre uma parcela muito grande dos trabalhadores brasileiros acaba sendo explicado, sobretudo, por essas inovações tecnológicas, que trazem preocupação com relação à adaptação do trabalho a essas tecnologias", avalia Claudia.

Entre aqueles que arriscaram projetar onde estarão daqui a cinco anos, 13,9% querem ter seu próprio negócio, com destaque para o comércio varejista e serviços como salão de cabelereiro, bares e restaurantes.

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Sexta, 05 Junho 2026

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