Registros de fraudes financeiras crescem 10% após novas regras do BC
O número de indícios de fraudes financeiras registradas no Brasil cresceu 10,2% até junho. No período, 3,1 milhões de pessoas foram vítimas de fraudes, sendo que cerca de 799 mil vítimas sofreram golpes duas vezes ou mais. Foram mais de 9 milhões de ocorrências entre casos suspeitos e confirmados até o final de junho. No segundo semestre do ano passado, houve 8,2 milhões de registros.
Segundo levantamento da Quod, datatech especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito, o avanço reflete principalmente o fortalecimento dos mecanismos de detecção após a implementação da Resolução 501 do Banco Central (BC), que ampliou o compartilhamento de informações entre instituições financeiras para combater golpes.
O levantamento também mostrou que 94% das fraudes envolveram contas correntes, e 85% movimentaram recursos por meio do Pix. Além disso, o meio preferido dos criminosos para efetuar as fraudes é o celular, presente em 8 de cada 10 operações fraudulentas. A principal armadilha é a engenharia social, que usa anúncios falsos e sites enganosos, e representou 40% dos casos, o equivalente a mais de 3,6 milhões de ocorrências no semestre.
O estudo foi elaborado a partir dos dados do Registro Unificado de Fraudes (Rufra), uma base colaborativa criada pela Quod para reunir informações sobre indícios e ocorrências de fraudes compartilhadas por instituições financeiras e empresas. O estudo foi elaborado a partir dos dados do Registro Unificado de Fraudes (Rufra), uma base colaborativa criada pela Quod para reunir informações sobre indícios e ocorrências de fraudes compartilhadas por instituições financeiras e empresas.
Perfil das vítimas
Os dados mostram que os jovens são os principais alvos das fraudes financeiras. Pessoas entre 18 e 34 anos representam 49% das vítimas. A faixa de 35 a 49 anos responde por 29,9% dos casos. Homens correspondem a 51% dos registros e mulheres, a 48%. A maioria das vítimas (58%) recebe até dois salários mínimos. O levantamento também identificou elevado índice de reincidência, já que um quarto das vítimas foi afetada duas ou mais vezes.
Prevenção
A Quod recomenda que consumidores reforcem os cuidados nas operações financeiras, principalmente pelo celular. "Nunca tome decisões financeiras apressadas durante o expediente de trabalho, período em que os fraudadores aproveitam a distração das vítimas. Não clique em links recebidos por mensagens e não empreste sua conta bancária para receber ou transferir valores de terceiros, pois isso o torna cúmplice e vítima do esquema de contas laranja", orienta Danilo Coelho, diretor de produtos e dados da Quod.
Com ABR
Veja mais notícias sobre BrasilEconomiaTecnologia.
Comentários: