Santa Catarina tem 68% das exportações aos EUA afetadas por novas tarifas

Estado sulista é o mais afetado, considerando a totalidade das exportações
Para a Fiesc, o segundo tarifaço deve repetir os efeitos negativos da primeira elevação das tarifas, quando as exportações catarinenses para os EUA recuaram 38,2%

Diante do anúncio de novas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos às exportações brasileiras, Santa Catarina tem a situação mais crítica do país, com 68% das exportações aos EUA afetadas. Os dados são da ApexBrasil, a Agência Brasileira para Promoção de Exportações e Investimentos, ligada ao Ministério de Desenvolvimento, Comércio e Indústria (MDCI). A agência anunciou um plano de R$ 130 milhões para auxiliar essas empresas a diversificarem seus mercados.

Para a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), o segundo tarifaço deve repetir os efeitos negativos da primeira elevação das tarifas, quando as exportações catarinenses para os EUA recuaram 38,2% e o estado deixou de gerar cerca de 7,6 mil postos de trabalho. Além disso, 40,3% do valor exportado pelo estado para os Estados Unidos, já estão sendo tarifadas sob a seção 232. O que resulta em apenas 5,2% das vendas aos EUA isentas de sobretaxas de qualquer natureza. O impacto maior está concentrado em produtos estratégicos para as regiões Serrana, Oeste e Planalto Norte, territórios que já enfrentam grandes desafios ao desenvolvimento.

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Sexta, 17 Julho 2026

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