Com novas tarifas, 85% das exportações do RS aos EUA estão sob impacto de taxação extra
Fiergs ressalta que medida amplia desvantagem de indústrias do RS no mercado norte-americano
A nova tarifa adicional de 25% anunciada pelo governo dos Estados Unidos na quarta-feira (15) para produtos exportados pelo Brasil terá impacto sobre 48,2% das vendas do Rio Grande do Sul ao mercado norte-americano. O cálculo é do Conselho de Comércio Exterior e da Unidade de Estudos Econômicos da Fiergs. "A tarifa de 25% coloca o Brasil entre os países com maior custo de acesso ao mercado norte-americano, atrás apenas da China, ampliando nossa desvantagem frente aos principais concorrentes internacionais", analisa o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier.
O documento final divulgado pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) ampliou a lista de exceções em relação à proposta inicial, mas a maior parte dos produtos exportados pelo Brasil e pelo Rio Grande do Sul permanece sujeita à nova tarifa. No caso do RS, somente cerca de 2% do total exportado pelo estado aos EUA entrou nesta lista de exceções, como itens de couro e pescado. Outros produtos estão, ainda, sujeitos às tarifas setoriais sob a Seção 232 (como aço, alumínio e seus derivados), que atingem 36,9% dos embarques do estado. No total, 85,1% das exportações do RS aos EUA estão sob impacto de taxação extra.
Os Estados Unidos são o segundo principal destino das exportações gaúchas e um dos principais mercados para produtos industrializados do estado. Setores relevantes, como máquinas e equipamentos, equipamentos elétricos, calçados, móveis, tabaco, produtos metalúrgicos e diversos bens manufaturados, permanecem entre os mais afetados pela medida. A nova tarifa entra em vigor em 22 de julho. O ato prevê uma regra de transição para mercadorias embarcadas antes da entrada em vigor da medida, desde que ingressem para consumo nos Estados Unidos até 29 de julho.
Veja mais notícias sobre BrasilRio Grande do SulSul for ExportEconomia.
Comentários: