Vendas do Tesouro Direto registram melhor julho da história
Impulsionadas pelo novo título Tesouro Reserva, as vendas de títulos públicos a pessoas físicas pela internet registraram o maior volume da história para meses de julho, divulgou na terça-feira (25) o Tesouro Nacional. No mês passado, o Tesouro Direto vendeu R$ 11,6 bilhões em papéis. Esse é o terceiro maior valor do ano. O recorde histórico de vendas do Tesouro Direto foi registrado em março, quando as vendas de títulos federais pela internet somaram R$ 14,7 bilhões. Em julho, o volume foi 20,9% maior que em junho. Na comparação com julho do ano passado, no entanto, o volume é 60,6% maior.
Os títulos mais procurados pelos investidores em julho foram os vinculados aos juros básicos, cuja participação nas vendas somou 51,2%. A vendas das tradicionais Letras Financeiras do Tesouro (LFT) somaram R$ 4,1 bilhões (35,8% do total). As vendas do Tesouro Reserva, novo título indexado aos juros básicos que funciona como as caixinhas de bancos digitais, somaram R$ 1,7 bilhões (15,3% do total). O interesse por papéis vinculados aos juros básicos é justificado pelo alto nível da Taxa Selic, que está em 14% ao ano. Com os juros altos, os papéis continuam atrativos. Os títulos vinculados à inflação também têm atraído os investidores por causa da expectativa de alta da inflação oficial nos próximos meses.
Os papéis corrigidos pela inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA), corresponderam a 27,1% do total. Os títulos prefixados, com juros definidos no momento da emissão, totalizaram 15,5%. Destinados ao financiamento de aposentadorias, o Tesouro Renda+, lançado no início de 2023, respondeu por 4,3% das vendas. O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 272,2 bilhões no fim de julho, alta de 3,7% em relação ao mês anterior. Essa alta ocorreu por causa da correção pelos juros e porque as vendas superaram os resgates em R$ 7,3 bilhões no último mês.
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