Indústria catarinense usa IA em planos de eficiência operacional

Tecnologia permite o uso de maior número de variáveis nas análises gerenciais
Fórum Radar com painel sobre performance nos negócios, com participação das empresas Duas Rodas, Lunelli, Grupo H. Carlos Schneider e FM Pneus

A inteligência artificial (IA) permite o uso de maior número de variáveis nas análises gerenciais e elaboração de estratégias de gestão. A opinião é de Leonardo Fausto Zipf, CEO da Duas Rodas, de Jaraguá do Sul, empresa que faz uso de IA na melhoria da eficiência operacional e na elaboração de estratégias de mercado, entre outras atividades. Zipf participou na quarta (3) do Fórum Radar, promovido pela Fiesc. "Visões diferentes e contextos diferentes permitem criar regras de algoritmos que possibilitem uma visão clara em relação a determinada pesquisa. Não conseguiremos um olhar diferente se não ampliarmos a nossa visão", afirmou Zipf. Por estar no Japão, ele participou por meio de vídeo do painel "Referências - Performance nos Negócios", juntamente com Viviane Lunelli, da Lunelli Indústria do Vestuário, também de Jaraguá do Sul; Hugo Schneider, do Grupo H. Carlos Schneider, de Joinville, e dos moderadores Alex Marson (Neoliderança) e Caroline Maldaner (F.M. Pneus, de Maravilha).

"A inteligência artificial tem conseguido fazer com que tenhamos em nossos processos internos um ganho muito maior de eficiência, mesmo numa simples análise de uma pesquisa de mercado, que tradicionalmente seria um processo complexo, que envolveria muitas pessoas. Hoje a gente consegue, por algoritmos muito bem definidos pelas nossas equipes, identificar ganhos, perceber possibilidades de crescimento em múltiplos mercados com muito mais eficiência", explicou Zipf. "Quando todos estiverem olhando para o A, devemos olhar para o B e talvez o B seja a nossa oportunidade de crescimento", acrescentou. Zipf enfatizou a relevância da inovação e do atendimento das tendências. Segundo ele, a meta da empresa é que 20% a 30% do faturamento seja oriundo de tecnologias disruptivas.

"Obviamente que os 70% [restantes] trazem, de forma muito mais rápida, o retorno sobre capital investido do que os 30%. Porém, os 30% de produtos disruptivos são importantíssimos para que a gente possa ir construindo cenários futuros em relação a tendências no setor alimentício", explicou. Para ele, o comprometimento da força de trabalho é fundamental para a melhoria do desempenho da empresa. "O primeiro ponto para se conseguir a excelência operacional é termos uma equipe motivada e preparada para o enfrentamento dos desafios e encontrar nesses desafios oportunidades relevantes que possam levar a empresa a outro patamar", explicou.

Grupo H. Carlos Schneider
"Antes de estabelecer os indicadores, a empresa precisa ter uma missão muito clara e uma estratégia alinhada à missão e, por fim, identificar os indicadores que reflitam a performance das estratégias", afirmou Hugo Schneider, do Grupo H. Carlos Schneider. Segundo o executivo, o grupo prioriza os indicadores de gestão de longo prazo, com visão de longevidade da empresa. Além disso, como o grupo tem uma grande diversificação de negócios, os indicadores gerais para o grupo são específicos para cada negócio. "A bandeira de ESJ é muito latente nos últimos tempos, mas sustentabilidade é um tema presente na empresa há mais de meio século. Temos, por exemplo, mais de 200 milhões de metros quadrados de Mata Atlântica preservada", disse.

Lunelli
Clientes e colaboradores estão no centro da estratégia do grupo Lunelli, conforme afirmou Viviane Lunelli. Segundo ela, o grupo detém nove marcas e a cada três ou quatro meses produtos e coleções são recriados, o que caracteriza a empresa como inovadora. Em seu planejamento estratégico, o Lunelli estabeleceu a visão de ser o mais respeitado grupo têxtil de moda do país. A empresária falou sobre a jornada ESG e os indicadores relacionados à sustentabilidade, às ações sociais e ao gerenciamento. No aspecto da sustentabilidade, ela destacou que o grupo é o maior produtor nacional em estamparia digital e que utiliza algodão responsável e viscose orgânicos ou originários de florestas certificadas. Caroline Maldaner, da F.M. Pneus, observou que "não tem como falar de performance sem falar de pessoas". Desta forma, ela salientou que as empresas participantes do painel possuem diversos indicadores relacionados à força de trabalho. Ela também destacou a ação da sua empresa como atividade sustentável, que é a recuperação de pneus.

Radar de Competitividade
Durante o painel, Alex Marson, anunciou o Radar Competitividade, serviço baseado em inteligência artificial que será lançado neste ano pelo Observatório Fiesc. O serviço contará com indicadores que vão comparar o desempenho de cada empresa em relação ao setor de negócios, à região onde está instalada e ao seu porte. Com completo sigilo em relação aos dados individuais de cada empresa participante, por meio de criptografia e auditagem. A ferramenta terá indicadores de competitividade, com análises comparativas que podem proporcionar insights para o planejamento das empresas e subsídios para os processos de inovação e transformação. Segundo Marson, até 3 de abril será apresentado o primeiro protótipo e, no Fórum Radar programado para outubro, o serviço deverá ter sua versão final concluída. A apresentação do novo serviço foi feita com a participação da Ciana, robô de atendimento do Observatório Fiesc.

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Sábado, 25 Mai 2024

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