Bancos estimam investir R$ 3 bilhões em IA e soluções de dados
Os bancos brasileiros pretendem investir cerca de R$ 3 bilhões em Inteligência Artificial, Analytics e Big Data neste ano, um aumento de 8% em relação a 2025, segundo Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026. Os novos dados mostram que o principal benefício percebido pelos bancos com a adoção de IA é o ganho de velocidade na execução de tarefas rotineiras, citado por 92% das instituições, além do aumento na detecção e prevenção a fraudes. Já os investimentos de migração para Cloud (nuvem) devem chegar a R$ 3,9 bilhões em 2026, com expressivo aumento de 30%. Com isso, os bancos consolidam os alicerces da próxima etapa da evolução tecnológica, permitindo que as instituições ganhem mais inovações em seus produtos e soluções bancárias. O levantamento foi realizado pela consultoria Deloitte.
Com as tecnologias emergentes ganhando cada vez mais relevância, os bancos também buscam ampliar seus investimentos na formação de competências especializadas e em conteúdos de maior profundidade às diferentes áreas das instituições. Segundo a pesquisa, R$ 29,4 milhões é o valor previsto para investimentos em treinamento e capacitação de profissionais em Inteligência Artificial e Inteligência Artificial Generativa (GenAI) neste ano, representando um aumento de 31%. Os dados divulgados mostram também que R$ 100,4 milhões foi o total investido pelos bancos em treinamentos de tecnologia para seus profissionais no último ano e 226,1 mil foi o número de profissionais treinados em tecnologia no setor bancário. Já os treinamentos de tecnologia para os profissionais de TI dos bancos somaram R$ 61,9 milhões.
De acordo com a pesquisa, 42% dos bancos consultados pretendem ampliar o número de profissionais na área de TI, correspondendo a um crescimento médio de 22%. Em média, 11% dos profissionais dos bancos já são da área de TI. "Os investimentos dos bancos em IA, Analytics, Big Data e Cloud demonstram o compromisso do setor com inovação, eficiência e segurança. Essas tecnologias aceleram a transformação digital e ampliam o uso inteligente dos dados. Mas o diferencial está nas pessoas: capacitar profissionais é essencial para aplicar essas ferramentas com responsabilidade e gerar valor real para clientes e instituições", afirma Rodrigo Mulinari, diretor responsável pela pesquisa.
A relevância da cibersegurança no setor bancário reforça seu papel como prioridade estratégica. De acordo com o levantamento, 58% das instituições já contam com pelo menos um profissional especialista em cibersegurança no conselho de administração. E hoje, a colaboração operacional é realidade para a grande maioria das instituições: 88% dos bancos contam com integração consolidada entre as áreas de cibersegurança, prevenção a fraudes e prevenção à lavagem de dinheiro (PLD), atuando de forma conjunta na resposta a incidentes (40%) e no compartilhamento direto de informações entre as equipes (36%). E o setor também já prepara seus ambientes tecnológicos para a chegada da computação quântica: 71% dos bancos consideram que a tecnologia será de alta relevância no curto ou médio prazo, tendo como tema prioritário a criptografia e a segurança pós-quântica.
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