Centro de pesquisa clínica da UFSM amplia capacidade para desenvolver vacinas e terapias inovadoras
Reinauguração está prevista para outubro
O novo centro de pesquisa clínica da Universidade Federal de Santa Maria (CPC/UFSM) está ampliando sua capacidade para desenvolver ensaios clínicos de vacinas, medicamentos e novas terapias. As obras tiveram início em maio deste ano e foram concluídas em agosto. A inauguração do novo centro deve acontecer em outubro.
A nova estrutura permitirá a ampliação de linhas terapêuticas, expandindo a atuação para áreas como onco-hematologia, pneumologia e reumatologia, além das pesquisas já desenvolvidas em infectologia. Entre os estudos previstos no campo das doenças infecciosas, o CPC/UFSM se associa agora a outros centros de pesquisa na realização de ensaios clínicos para potenciais medicamentos para doenças tropicais ainda sem tratamento no mundo, como a dengue.
"Todos esses tratamentos exigem uma estrutura física que garanta conforto e segurança ao paciente. A infusão de um medicamento pode durar até duas horas, então precisávamos de uma área adequada e novos espaços dedicados, permitindo desenvolver os procedimentos com segurança e observação das normas internacionais, mas que também ofereça uma estrutura para melhor acolher as pessoas.", destaca o médico coordenador do centro, Alexandre Schwarzbold.
A cooperação técnica com empresas farmacêuticas como a AstraZeneca e instituições como a Fundação Bill e Melinda Gates (FBMG) e a Universidade de Oxford durante o desenvolvimento de vacinas para a Covid-19 na UFSM possibilitou ampliar e modernizar a infraestrutura do Centro de Pesquisa. O espaço chegou a atender 120 pacientes por dia durante a pandemia, mas operava com estrutura reduzida desde então.
Estrutura multiusuário referência para ensaios clínicos em diferentes fases de desenvolvimento
O novo centro funcionará como um laboratório multiusuário, que permitirá a pesquisadores de diferentes áreas e especialidades utilizarem a infraestrutura para realizar estudos clínicos em diferentes fases de desenvolvimento. A expectativa é ampliar o número de pesquisadores e grupos de pesquisa atendidos e consolidar a UFSM como referência nacional também em pesquisa clínica.
"A ideia é que possamos oferecer aqui novos tipos de tratamentos ofertados em outros locais do país e do mundo. Isso muda a realidade de pacientes que não podem se deslocar para outros grandes centros para terem acesso a novas alternativas terapêuticas das mesmas doenças", destaca o pesquisador. A estrutura inovadora foi desenvolvida estabelecendo áreas específicas e fluxos independentes entre o preparo e administração de medicamentos, com sistemas de controle de acesso e videomonitoramento para garantir a segurança e integridade dos dados produzidos nas pesquisas.
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