El Niño deve se intensificar entre agosto e outubro
Um relatório da Organização Meteorológica Mundial divulgado nesta sexta-feira (31) enfatiza que um El Niño forte está se desenvolvendo e deve se intensificar de forma constante entre agosto e outubro de 2026. O fenômeno aumenta a probabilidade de temperaturas acima da média em grande parte do mundo e provoca mudanças significativas nos padrões de precipitação: prevê-se maior pluviosidade em algumas regiões, incluindo a América do Sul, enquanto o risco de seca aumenta em outras.
Previsões de conjunto multimodelos dos principais centros globais de produção indicam que as anomalias da temperatura média sazonal da superfície do mar deverão exceder 2,9 °C em regiões-chave de monitoramento, incluindo o Brasil. Além disso, efeitos sobre as temperaturas das águas oceânicas podem amplificar os impactos climáticos regionais, incluindo secas, inundações e risco de incêndios florestais. Espera-se também que as temperaturas da superfície do mar no Atlântico tropical permaneçam mais quentes do que a média.
"O El Niño é um dos fenômenos climáticos mais monitorados no mundo. Mas as previsões, por si só, não previnem os desastres; o que previne são as pessoas", disse a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo. Segundo ela, este El Niño, sem precedentes oferece aos governos e às comunidades uma janela de oportunidade para antecipar riscos e agir antes que os impactos se manifestem.
Como funciona o fenômeno
Os eventos El Niño geralmente ocorrem a cada dois a sete anos e costumam durar entre nove e doze meses. Frequentemente, começam a se desenvolver entre março e junho, atingem o pico de intensidade entre novembro e fevereiro e exercem sua maior influência sobre as temperaturas globais durante o ano seguinte ao seu início.
Os efeitos de cada evento El Niño variam dependendo da intensidade, duração, época do ano em que ocorre e também de como interage com outros modos de variabilidade climática.
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