Brasil está abaixo da média global em presença feminina em conselhos
As mulheres representam quase 30% dos cargos de diretoria em grandes corporações globais, mas diferenças regionais e barreiras invisíveis persistem. As conclusões partem de um estudo da ISS-Corporate analisa as tendências na representação feminina em conselhos de administração de grandes corporações em todo o mundo, examinando como os níveis de representação e os papéis de liderança variam entre os principais mercados. Segundo dados do Governance QualityScore, a maioria das empresas em todo o mundo tem duas ou mais mulheres no conselho de administração, em média. No Brasil, esse número é 1,4 — a menor taxa entre os países pesquisados.
Os mercados europeus apresentam a maior representatividade feminina nos conselhos de administração, com Espanha, França e Itália liderando a lista tanto em número de mulheres quanto em proporção feminina nos conselhos. França e Itália são também os únicos mercados próximos da paridade de gênero. As mulheres representam, em média, pelo menos 30% dos conselhos nos 17 mercados europeus estudados, o que reflete o impacto das ações regulatórias para incentivar e, por vezes, exigir a representação feminina nesses mercados.
Em contraste, a presença de mulheres em conselhos de administração é muito menos comum nos mercados asiáticos. Taiwan, Índia, China e Coreia do Sul têm, em média, menos de duas mulheres por conselho e menos de 20% dos conselhos são compostos por mulheres, sendo a Coreia do Sul a que ocupa a última posição global. Singapura é o único mercado asiático com número e proporção de mulheres em conselhos de administração em um nível comparável ao global.
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