Petrobras inicia produção de ureia em fábrica de fertilizante no Paraná
A Petrobras iniciou na quinta-feira (30), a primeira produção de ureia desde a retomada das operações da Araucária Nitrogenados S/A (Ansa). O início da produção representa uma nova etapa operacional da fábrica, que esteve hibernada desde 2020. A reativação da Ansa contou com investimentos da ordem de R$ 870 milhões e integra o plano da companhia de retorno ao segmento de fertilizantes. O Brasil é um dos principais consumidores de fertilizantes do mundo e importa cerca de 80% do volume que utiliza. Com amplo uso na agricultura, os fertilizantes são substâncias que levam nutrientes às plantas e favorecem o crescimento e, por consequência, na ampliação da produção de alimentos.
Para voltar a produzir fertilizantes em Araucária, a Petrobras investiu R$ 870 milhões. A fábrica passou por um ciclo de preparação, com manutenções, inspeções técnicas, testes operacionais e recomposição de equipes. A retomada é vista como uma forma de o Brasil diminuir a importação de fertilizantes, dependendo menos do mercado externo, que enfrentou restrição de oferta e aumento de preços com a guerra na Ucrânia, iniciada em 2022. O diretor industrial e presidente interino da Ansa, Marcelo dos Santos Faria, aponta que a produção de fertilizante é uma operação estratégica. "A Ansa volta a produzir ureia em um momento em que ampliar a capacidade interna desse insumo é cada vez mais relevante para o Brasil", diz.
A ureia é o terceiro produto a ser obtido pela fábrica reativada. A Ansa já produzia outro tipo de fertilizante, a amônia, além de Agente Redutor Líquido Automotivo (Arla 32), utilizado no controle de emissões de veículos a diesel. A unidade tem capacidade de produção de 720 mil toneladas/ano de ureia, o que corresponde a cerca de 8% do mercado nacional; 475 mil toneladas/ano de amônia e 450 mil metros cúbicos/ano de Arla 32.
Com ABR
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