Confiança da indústria gaúcha cai em setembro

Índice de condições da economia brasileira caiu para 29,6, o menor nível desde julho de 2020

Pelo segundo mês consecutivo, a falta de otimismo do industrial se acentua no estado, de acordo com o Índice de Confiança do Empresário Industrial gaúcho (Icei-RS), divulgado na quarta-feira (23) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Em setembro, o indicador alcançou 42,4 pontos, queda de 1,3 em relação a agosto. O Icei-RS de setembro aprofunda o quadro de falta de confiança entre os industriais do RS, com o indicador se afastando da linha divisória dos 50 pontos.  

O resultado, segundo a FIERGS, revela um cenário em que a piora da confiança foi influenciada, principalmente, pela avaliação negativa das condições econômicas atuais e maior cautela dos industriais quanto ao desempenho de seus negócios nos próximos seis meses.

O índice de condições atuais passou de 40,4 pontos, em agosto, para 37,8 este mês, retração de 2,6 pontos, completando três recuos consecutivos. O indicador atingiu o segundo menor nível do ano, ficando acima apenas dos 37,6 pontos de abril. Quanto menor for o indicador e mais afastado da linha de 50 pontos, mais disseminada é a percepção negativa dos industriais sobre a situação corrente.

A pesquisa revela também que o índice de condições da economia brasileira caiu 2,9 pontos, passando de 32,5 para 29,6, o menor nível desde julho de 2020, quando registrou 27,8 pontos. O resultado reforça a percepção negativa dos empresários em relação ao cenário econômico nacional, com avaliações desfavoráveis mais disseminadas. Nesse contexto, 68,7% afirmaram que as condições atuais pioraram ou pioraram muito, enquanto 29,9% indicaram que permaneceram inalteradas.

Em setembro, o índice de condições da empresa recuou 2,5 pontos, passando a 41,9, a maior queda do ano para o indicador. As avaliações negativas dos empresários sobre a situação corrente de seus negócios se tornaram mais disseminadas: 36,6% afirmaram que as condições pioraram ou pioraram muito em relação aos últimos seis meses, enquanto 56% indicaram que a situação permaneceu inalterada.

Expectativas seguem pessimistas
O industrial gaúcho também não demonstra confiança em relação ao futuro e o Índice de Expectativas caiu de 45,3 pontos para 44,8 pontos em setembro, uma queda de 0,5 ponto, marcando o segundo recuo consecutivo do indicador. Por permanecer abaixo da linha dos 50 e ampliar a distância em relação a esse patamar, o resultado sinaliza que as expectativas pessimistas dos industriais gaúchos para os próximos seis meses se disseminaram.

O índice de expectativas da economia brasileira avançou um ponto na passagem de agosto para setembro, fixando-se em 36,5 pontos. Apesar da melhora, segue abaixo dos 50, sinalizando que ainda predominam expectativas pessimistas. Metade dos respondentes (50%) projeta piora das condições nos próximos seis meses, enquanto 44,8% esperam que a situação permaneça inalterada.

Já o índice de expectativas das próprias empresas acumulou a quarta queda consecutivas, ao atingir 48,9 pontos este mês. Com isso, o indicador interrompe uma sequência de quatro meses no campo otimista, sinalizando a predominância de expectativas pessimistas em relação aos próprios negócios para os próximos seis meses. Assim, 26,1% dos empresários projetam piora ou muita piora das condições de suas empresas, enquanto 51,5% esperam que a situação permaneça inalterada.

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Quinta, 24 Setembro 2026

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