Condor: um século de inovação
Quando uma empresa completa 97 anos de mercado, é comum associar sua trajetória à tradição e à solidez. No caso da Condor, esses atributos caminham lado a lado com um apetite por inovação que não é de agora: está em seu DNA desde a fundação, em 1929, em meio à crise mundial que exigiu do fundador uma criatividade fora do comum. Foi assim, por exemplo, quando uma queda de energia elétrica ameaçou parar a produção, e a solução veio de um caminhão usado para gerar energia e manter as máquinas girando. Esse espírito resiliente e inventivo nunca mais parou.
O que diferencia a Condor hoje é que essa vocação inata se transformou em uma estrutura organizada e transversal. Em vez de deixar a inovação espalhada por departamentos isolados, a companhia criou uma área dedicada, subordinada diretamente à diretoria de inovação e à presidência. E os resultados dessa decisão já aparecem em números e reconhecimentos. O mais emblemático deles foi a escalada no ranking Campeãs da Inovação, saltando da 53ª posição para a 9ª colocação em um curto intervalo, uma chancela baseada na metodologia internacional GIMI Institute, que coloca a indústria catarinense em patamar global de competitividade.
Para chegar até aqui, a Condor estruturou o que chama de "Mandala da Inovação", um modelo que atua em seis frentes integradas: governança, gestão de projetos, fomento, inovação aberta, novos negócios e cultura. Essa abordagem sistêmica garante que as iniciativas não sejam pontuais nem dependam de uma única área. A criação de um Lab de Transformação Digital, com equipe dedicada e integração de inteligência artificial aos business analytics, é outro marco dessa evolução. O laboratório nasceu de um diagnóstico interno profundo, que mapeou dores e anseios da organização, e trouxe para dentro talentos já identificados na própria fábrica, conectando conhecimento prático com novas tecnologias. "Na Condor, acreditamos muito na pluralidade, tanto de ter a experiência das pessoas aqui dentro, quanto de você trazer conhecimento fora", declara o diretor administrativo financeiro e inovação da Condor, Gilson José Gugelmin.
Com isso, a inovação está presente desde os processos de manufatura – muitas das máquinas usadas na produção são projetadas e fabricadas internamente por engenheiros e técnicos – até à sustentabilidade, que é praticada há mais de 50 anos com o uso de materiais reciclados, como cerdas de vassouras feitas a partir de garrafas PET, muito antes de ESG virar pauta obrigatória. Mais recentemente, a análise de dados de mercado permitiu lançar um produto que hoje está entre os dez mais vendidos da companhia. "Costumo dizer que a inovação não começa pela tecnologia, mas pela cultura da empresa É na mudança da mentalidade que a cultura e a estrutura da inovação se complementam", relata Gugelmin.
O investimento contínuo, mesmo em períodos desafiadores, é uma das marcas da gestão. E a inovação aberta, mesmo quando não gera retorno financeiro imediato, é vista como uma injeção de novos ares para estimular um pensamento mais aberto e colaborativo. Todo esse conjunto é o que faz da Condor uma empresa constantemente inovadora há quase um século.
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