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ABPA projeta alta na produção de carne de frango e de carne suína neste ano

Região Sul responde por 80% da exportação da ave no Brasil
O bom desempenho das exportações reduz os impactos decorrentes da alta dos insumos e da elevação dos custos decorrentes da situação de pandemia

Responsável por 80% da exportação de carne de frango e por 91% da carne suína, o Sul seguirá sendo vital para fazer com que o setor obtenha crescimento no ano que ficará marcado pela pandemia do coronavírus. De acordo com projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a produção de frango no país deve ter um aumento de até 4% na produção e de até 5% na exportação. A carne suína terá um desempenho ainda melhor: salto de até 6,5% na produção e até 33% no comércio exterior.

O Brasil será beneficiado, principalmente, pela menor produção de frango nos Estados Unidos, como também na China. Se o gigante asiático, que crescia 6,5% ao ano, em média, antes da pandemia, voltar ao mesmo ritmo a partir do próximo ano, cerca de 50 milhões de habitantes passarão a consumir proteína. O fato fará com que o índice de exportações para lá se mantenha ou até mesmo cresça até 2023. De acordo com Francisco Turra, presidente da ABPA, a alta dos insumos é o que mais dá dor de cabeça ao setor atualmente. O milho e o farelo de soja, por exemplo, chegaram a aumentar 70% nos últimos meses. "A estiagem que tivemos no Rio Grande do Sul fez com que perdêssemos 3 mil toneladas na primeira safra de milho. Porém, a indústria não repassou esses custos ao consumidor final", destacou Turra que, em agosto, passará a presidência da entidade para Ricardo Santin, atual diretor-executivo da ABPA.

Santin comemorou o fato que o Brasil conquistou 50 novas habilitações neste ano, de modo que o país conseguirá exportar para novos destinos. "Ainda que o custo das matérias-primas e o câmbio pesem neste cenário delicado, imagino que, daqui doze meses, poderemos afirmar que o balanço será positivo para o setor, mesmo depois de uma pandemia como essa", avaliou. "A Ásia é o grande drive das exportações internacionais, não apenas do Brasil. A lacuna deixada pela Peste Suína Africana na produção dos países asiáticos e no trade global continuará a ditar o comportamento das exportações brasileiras e dos demais exportadores internacionais de aves e de suínos. O bom desempenho das exportações reduz os impactos decorrentes da alta dos insumos e da elevação dos custos decorrentes da situação de pandemia", ressalta Santin.

Os executivos também criticaram o fato de os frigoríficos serem usados como exemplos de foco de infecções pelo coronavírus quando, na verdade, as unidades fabris seguiam um rigoroso protocolo de saúde. "Somente os frigoríficos estão sendo demonizados", rechaçou Santin, lembrando que o contágio justamente acelerou em algumas cidades do Sul quando justamente os frigoríficos estavam fechados. 

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Terça, 29 Setembro 2020

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