Centenas de motivos para comemorar 2015
A crise econômica brasileira que se avizinhava no iníciodeste ano fez com que os sócios CristianoMartins (na fota, à direita) e Guilherme Reischl (à esquerda) perdessem noites de sono. Afinal, eles já tinhamtudo definido: em setembro, a Egali Intercâmbio, agência fundada por Martins eum amigo em 2007, chegaria a sua centésima loja. Com o dólar em trajetória deascensão e as famílias procurando economizar,os executivos questionaram se deveriam seguir em frente com o projeto deexpansão. A resposta veio do desempenho da própria empresa. Analisando os dadosdemonstrados pelas unidades locais nada indicavaque eles deveriam seguir o caminho do conservadorismo. O bom desempenhodelas encorajou-os a colocar em prática o plano inicial. Assim, nesta semana aEgali, com mais nove lojas abertas (oito no Brasil e uma na Austrália), chega asua primeira centena de centros de atendimento e comercialização, distribuídosem sete países.
A crise que tanto tirou o sono de Martins e Reischl noinício do ano, até o momento, não teve grande impacto nas vendas da Egali. “Agente nota que a demanda do intercâmbio ficou mais inelástica do que a doturismo”, analisa Reischl, diretor comercial. “Hoje competimosmais com MBA do que com a viagem de férias. Ouseja, competimos no terreno da educação enão no turismo”, esclarece. Apesardas vendas de intercâmbio de curto período (de duas a quatro semanas) teremdiminuído, os pacotes de longa duração (de seis meses até dois anos) dispararamno primeiro semestre. “A gente nunca tinha visto issona Egali”, diz Reischl, creditando o inesperado aumento de demanda à difícilsituação brasileira atual. A fuga temporária de brasileiros em busca doaperfeiçoamento de um idioma ou de uma formação profissional diferenciada develevar a Egali a alcançar outra centena. A empresa projeta atingir R$ 100milhões de faturamento em 2015, um acréscimode 19% frente ao registrado no ano passado –valor que inclui a Egali Intercâmbio como também o hostel, em Dublin, naIrlanda, e as Egali Houses, acomodações próprias oferecidas para os estudantesda agência.
No exterior
Os frutos que a Egali ganhará este ano foram, em parte,plantados em 2014. O ano foi de novidades para a empresa que iniciou a operaçãodo seu primeiro hostel e entrou no mercado colombiano com três lojas paravendas de intercâmbios. Os bons resultados do empreendimento em Dublinincentivaram o investimento em uma nova área de atuação para a Egali. Martins eReischl estão atrás de oportunidades para abrir outros hostels em Londres eSidney, duas das cidades mais procuradas pelos intercambistas da agência.Apesar de ser aberto ao público em geral, Reischl entende que o público daEgali pode ajudar nos primeiros meses de operação dos hostels.
Para o próximo ano, aEgali deve fincar bandeira em mais um país da América Latina: o México. Da mesma forma que a Colômbia, o paíspossui grande demanda por intercâmbio, masnão possui agências especializadas e estruturadas para assessorar os estudantes.“Temos ali um mercado com grande potencial para replicar o nosso modelo”,analisa Reischl que, com Martins, agora perde noites de sono para concretizaresses sonhos.
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