Agro brasileiro atinge maturidade digital recorde

Índice da PwC Brasil e FDC demonstra salto no setor e agronegócio iguala média das indústrias em 2025
O ITDBr também mostra evolução nos resultados diretos, pois 90% das empresas do agro registram aumento da eficiência operacional como o impacto mais evidente da sua jornada digital

O índice de maturidade digital do agronegócio brasileiro registrou um crescimento significativo no último ano, passando de 3,1 em 2024 para 3,6 em 2025, o crescimento foi um dos maiores registrados entre as indústrias avaliadas pelo Índice de Transformação Digital Brasil (ITDBr), realizado pela PwC Brasil e Fundação Dom Cabral. No ano anterior, a média geral de todas as empresas brasileiras foi de 3,7 em uma escala de 6,0. O avanço apontado no setor evidencia ganhos estruturais e coloca o agro em posição mais competitiva no mercado nacional.

Entre os pontos positivos estão a infraestrutura (4,4) e estratégia (4,2) com desempenhos acima da média geral, de 4,3 e 4,1 respectivamente. A dimensão de pessoas e cultura também evoluiu de forma expressiva ao alcançar a nota 3,7, acompanhando de forma mais efetiva as expectativas do mercado. "A transformação digital no agronegócio deixou de ser uma discussão sobre adoção de tecnologia e passou a ser uma pauta da liderança. O avanço depende menos das ferramentas disponíveis e mais da capacidade das organizações de estruturar processos, desenvolver pessoas e tomar decisões orientadas por dados", afirma Mayra Theis, sócia e líder do setor de agronegócio da PwC Brasil.

O ITDBr também mostra evolução nos resultados diretos, pois 90% das empresas do agro registram aumento da eficiência operacional como o impacto mais evidente da sua jornada digital. Há também evolução nos processos de decisão, citada por 54% das organizações. A adoção da Inteligência Artificial (IA) cresceu para 3,4 no índice, mas ainda está abaixo dos 3,7 da média geral. E a maior diferença está na dimensão de fronteira tecnológica, com a pontuação de 1,8 após queda de 1,4 ponto, refletindo uma baixa adoção de tecnologias emergentes.

O maior desafio, para 54% das empresas, é estruturar a digitalização como um processo organizado. Na sequência, 46% destacam a necessidade de integrar a transformação digital a projetos em andamento. "Os resultados mostram que o agronegócio atravessa um momento de transição, concentrado principalmente na otimização de suas operações atuais", comenta Hugo Tadeu, diretor do Núcleo de Inovação, IA e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral. O estudo da PwC Brasil também demonstra que existem oportunidades de melhoria na evolução da maturidade digital do agronegócio. A primeira delas está na otimização de processos e eficiência. O tema lidera com 21%, acima da média de todas as indústrias. Em seguida, aparece a cultura de inovação e experimentação, com 18%. 

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Segunda, 06 Julho 2026

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