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Nem sutiã, nem calcinha

A fabricante de lingerie Liz, do grupo paulista CMR, vende pordia cerca de mil peças de uma bermuda que promete ajustar as curvas do corpo aomesmo tempo em que desaparece sob a roupa feminina mais fina. A nova coleção damarca, que inclui a linha “inv...

A fabricante de lingerie Liz, do grupo paulista CMR, vende pordia cerca de mil peças de uma bermuda que promete ajustar as curvas do corpo aomesmo tempo em que desaparece sob a roupa feminina mais fina. A nova coleção damarca, que inclui a linha “invisible control”, mal chegou e em uma semana a únicafranqueada da região Sul, Alison Regina Mazza Lubascher (à direita, na foto),tem lacunas na grade de 60 modelos. Clientes do Paraná, Santa Catarina e RioGrande do Sul – e até de Jundiaí (SP), onde fica a fábrica – disputam as peças daloja do shopping Pátio Batel assim que o site apresenta o catálogo.

A cobiça feminina faz da loja uma das campeãs de venda doshopping. E as vendas crescem a potentes 35% a cada mês, em relação a 2014. Em julho, as vendas superaram em 105% o resultado do mesmo mês doano passado.

O que essas mulheres encontram na lingerie da Liz, de acordo comLigia Buonamici Costa (à esquerda, na foto), diretora de operações e estilo, ésolução para as imperfeições que enxergam em seu corpo. De Curitiba, por meiode teleconferência, Ligia apresentou a potenciais consumidoras de váriascidades as especificações técnicas que “solucionam” problemas como sustentaçãoe aumento dos seios, contenção de gordurinhas e decotes à prova de alças.Tecnologia e design produzem o que ela chama de lingerie “multitarefa”.

Os produtos estão em 23 lojas de oito estados e chegam em breveao Praia de Belas Shopping, em Porto Alegre (RS), ao Iguatemi de Campinas (SP)e ao Conjunto Nacional, em Brasília (DF).

Estragos da crise
A Liz se expande em Curitiba, num movimento que destoa do esvaziamentodas lojas nos corredores dos shoppings. A hora é de fazer contas e segurar oânimo para que o ambiente de negócios não se deteriore.

Nos últimos meses, aponta o professor Eugênio Stefanelo, até opoderoso agronegócio paranaense – cujo segmento exportador compensou a quedados preços internacionais das commodities com o aumento do câmbio – sofreuestragos. “O maior deles foi na redução da renda e, como consequência, doconsumo dos produtos de maior valor agregado”, observa, alinhando margarinas,óleos e frango beneficiado na fila dos produtos que perderam lugar na cestinhado consumidor.

O que salvou a lavoura foi o salto do dólar de R$ 2,60 emjaneiro para até R$ 4,25. O câmbio compensou os custos nas exportações docomplexo soja, dos setores madeireiro e sucroalcooleiro, e de quem produzmilho, café, carnes, fumo e suco de laranja, os principais produtos da pautaexportadora do estado.

O mesmo agronegócio é fonte de oportunidades para o setorimobiliário. “A força do interior do estado deve ser aproveitada. Agora é omomento de se lançar imóveis de nichos pouco explorados. E de investir nosegmento de strip mall, de menor custo de instalação e operação que shoppingcenters”, recomenda o economista Fábio Araújo, da Brain Consultoria.

Em Curitiba, a desaceleração da economia forçou uma redução nosnovos lançamentos. Parte dos consumidores empurrou a decisão de compra para umfuturo a se definir. E o aumento da taxa de juros reduziu a demanda por imóveisde investimento.

O setor industrial paranaense aprofundou perdas. Nada menos doque 80% das empresas sofreram perdas, estima o economista Luciano Nakabashi,professor da USP e ex-professor da UFPR. Situação ruim para quem vinha sentindoos efeitos nocivos da crise internacional, nos últimos cinco anos, com aredução da demanda e retração dos preços dos manufaturados.

Quem mais sofre são as que tiveram expansão sem controlefinanceiro adequado, diz Nakabashi, que vê aí um ponto de partida para aretomada. “A crise acaba por disciplinar mais os empresários e impulsionar oespírito empreendedor e inovador para que possam se manter no mercado. Sãotempos difíceis, mas aqueles que sobreviverem e se aperfeiçoarem, nessemomento, terão condições de crescer mais rapidamente com a retomada daeconomia.”

Por sinal, os profissionais financeiros estão sendo demandadoscomo nunca, diz Raphael Cordeiro, sócio consultor da Inva Capital. “Sem agordura que havia no passado, as empresas vêm tendo que aprimorar seuscontroles gerenciais e reestruturar suas dívidas. O segmento financeiro nãopassa pelo seu melhor momento, mas os profissionais dessa área não podemreclamar.”

No setor financeiro, brotam cabelos brancos nos gestores deempresas alavancadas, com grande volume de empréstimos. “Não está fácil praquem enfrenta assim o aumento da volatilidade, a redução nas vendas das empresas, além do aumento dos juros, da inflação e aqueda na demanda”, observa.

 

RODADA

Herbarium
OLaboratório Herbarium apresenta nesta terça-feira (27) em Colombo, na GrandeCuritiba, a nova plataforma de vendas online de produtos com e sem prescrição médica, para entrega em todo país. A fabricante de fitoterápicos está completando 30 anos.

Plaenge
Nascidae criada em Londrina, norte do Paraná, a Plaenge Industrial é líder nacional emobras sustentáveis certificadas, com 35% dos projetos em andamento no país.Três das oito obras industriais brasileiras com o selo LEED são da companhia paranaense.

Cini
Rodrigo Marcon é o novo CEO da Cini Bebidas, que aos 111 anos acaba de encerrar o ciclo de gestão familiar. Com passagens pela Volvo do Brasil e pelo Resort Costão do Santinho, o executivo vai comandar a reestruturação da empresa e o reposicionamento da marca.


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Quinta, 03 Dezembro 2020

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