Como o mercado reagiu à invasão dos prédios dos três Poderes em Brasília

Dólar é o mais impactado, com alta de cerca de 1%. Bolsa apresenta pregão volátil
De acordo com analistas, o foco provavelmente retornará ao debate sobre política econômica dentro de pouco tempo

O mercado reagiu com pouca volatilidade aos atos de invasão ao Congresso Nacional, ao Palácio do Planalto e ao Supremo Tribunal Federal (STF) no domingo (8). O Ibovespa futuro para fevereiro abriu em queda de mais de 1% e o dólar comercial subindo cerca de 1%, além do avanço na curva de juros futuros nesta segunda-feira (9). A abertura do Ibovespa foi de retração, com o índice chegando a cair 0,76% na mínima, mas o índice amenizou ainda mais as perdas logo na primeira hora do pregão e passou a oscilar entre perdas e ganhos. Por volta das 14h40, o Ibovespa avançava quase 0,5%.

Em nota, o JPMorgan avalia que à medida que o trabalho diário do governo for retomado, a atenção deve voltar às questões macroeconômicas e, aos poucos, mas com firmeza, as mudanças microrregulatórias que começam a ganhar mais espaço. O Itaú BBA afirma que esperava que os preços dos ativos brasileiros sofressem, dado o aumento do prêmio de risco institucional. "Com o tempo esse impacto tende a diminuir, já que o foco provavelmente retornará ao debate sobre política econômica. Devemos esperar que os mercados de ações sofram, os juros subam e o real se desvalorize, ainda que não por muito tempo, como aconteceu em episódios semelhantes em outros países", destaca. A mesma visão é compartilhada pela XP Investimentos: "com a situação contida, esperamos efeito limitado sobre os ativos brasileiros, conforme já apontam seus preços futuros, apesar da forte repercussão negativa". A gestora de recursos Ouro Preto também prevê recuperação dos mercados até o final da semana, considerando uma forte reação institucional contra as invasões dos prédios dos três Poderes em Brasília.

O fato não terá impacto para a visão de investidores internacionais no médio e longo prazo, segundo o sócio-fundador da Mobius Capital Partners, Mark Mobius. Em entrevista ao Valor Econômico, ele afirma ver "talvez alguma reação temporária, mas, de um modo geral, não acho que terá muito impacto [sobre a percepção da comunidade internacional de investimentos]". 

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Terça, 25 Junho 2024

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