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A carta na manga das Empresas Randon

Uma lição sobre como empresas que já estavam em processo de transformação tiveram mais facilidade para se adaptar à crise
“Mais do que a busca do resultado é a forma como chegamos a ele”, ressalta o Chief Transformation Officer da Randon, Daniel Ely (foto).

A chegada da pandemia fez com que muitas empresas precisassem repensar seus processos, acelerando a implementação de projetos de inovação. A necessidade de reestruturação já é desafiadora, mas, em meio a um cenário tão incerto, esses desafios acabam se multiplicando. Saiu na frente quem já vinha implementando essas mudanças na cultura empresarial – como as Empresas Randon, que já vinham investindo em inovação e viram resultados bastante positivos. A transformação na empresa começou quando a organização completava 65 anos – foi o início de uma jornada de mais de 5 anos de mudanças, com frutos que já são colhidos agora, prestes a completar 72. E a transformação não foi apenas digital, e sim cultural. "Começamos a fazer várias ações dentro da organização, que envolveram a mudança de sistemas e processos dentro da empresa [para ser mais horizontal e menos hierárquica], reconhecimentos que conversem com os ambientes atuais [como fomentar a inovação e processos para reconhece-la em todas as áreas da empresa, e não só em tecnologia e produto] e experiência do cliente", explica o Chief Transformation Officer Daniel Ely.

"Mais do que a busca do resultado é a forma como chegamos a ele", Ely ressalta. O ambiente da empresa, cada vez mais, é caracterizado por inovação, cocriação e colaboração entre áreas, departamentos e equipes. Assim, surgiram processos para cultuar e estimular isso, como o Randon Exo, uma célula de inovação dedicada a resolver dores internas nas empresas através da conexão com startups. "Começamos a ter essa proximidade com startups e entendemos que nossa relação com elas podia ser maior do que só conectar para resolver problemas, e, sim, parcerias para cocriar soluções", conta Ely. Foi a partir disso que surgiu a Randon Ventures, um CNPJ separado com capacidade de investimento para startups. Com isso, surgiram outras iniciativas, como a parceria com outras empresas para a criação do Instituto Hélice – com a mesma premissa de conexão e investimento em startups, mas com várias organizações juntas. Hoje, são 17 empresas associadas colaborando para resolver problemas em comum.

Por todos esses motivos, as Empresas Randon já estavam preparadas quando a pandemia chegou. "Primeiro pela questão da própria mudança de mentalidade. Já vínhamos trabalhando e quebrando muitas barreiras, então já estávamos com uma parte do tema de casa feito", o Chief Transformation Officer comemora. Foi necessária a criação de novos protocolos de saúde e segurança, mas o próprio sistema de integração entre as áreas tornou essa tarefa mais simples. O processo de home office já estava todo desenhado, e vinha sendo implementado em áreas-piloto antes da necessidade de isolamento social. Por isso, todos os projetos da Randon já estavam em nuvem, com toda a questão de segurança necessária. Três dias após a chegada do novo coronavírus ao Rio Grande do Sul, mais de 1000 funcionários já estavam exercendo suas tarefas de casa. Quanto à saúde e segurança dos trabalhadores, foi utilizada uma solução que surgiu a partir, justamente, da parceria com startups: a higienização dos ambientes com raios ultravioletas, um equipamento que exerce a desinfecção e descontaminação do ambiente e elimina potenciais vírus. "Rapidamente implementamos isso em várias áreas, bem como controle de temperatura das pessoas. Hoje, estamos com um sistema piloto de reconhecimento facial na entrada dos colaboradores, tanto para ver se está sendo feito o uso correto de EPIs quanto para controlar temperaturas, um sistema que está em teste com uma de nossas startups parceiras", Ely explica.

Entre soluções de startups e as que estão sendo investidas ou cocriadas, são mais de 50 atualmente. A crise, contrariando expectativas, fez com que esse número aumentasse: em menos de 3 meses, foram 10 novas startups integradas ao projeto. Com a estratégia construída desde 2014, no dia 20 de outubro as Empresas Randon concretizaram o lançamento da Conexo, uma empresa de inovação aberta que marca expressivamente o momento de transformação pela qual estão percorrendo. "Nossa crença, quando começou a pandemia, foi justamente pisar no acelerador em relação à transformação. Segundo Ely, a mudança passa por ter mais ambientes para ousar, não ter medo do erro, diversidade na forma de pensar. "Todo esse momento da pandemia fez com que a gente intensificasse ainda mais isso, por já termos essa clareza anteriormente. Talvez, se não tivéssemos, poderíamos tomar a decisão de deixar a inovação de lado, e nós, pelo contrário, botamos toda a nossa força nisso."

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Comentários: 1

Escobar em Quarta, 25 Novembro 2020 15:54

Já foi uma empresa boa quando seu Raul era vivo ele prezava o funcionário. Ele entrava na empresa e fazia questão de cumprimentar todos os funcionários. Tive o prazer de voltar esse ano, mas notei que infelizmente hoje os funcionários são só mais um.

Já foi uma empresa boa quando seu Raul era vivo ele prezava o funcionário. Ele entrava na empresa e fazia questão de cumprimentar todos os funcionários. Tive o prazer de voltar esse ano, mas notei que infelizmente hoje os funcionários são só mais um.
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Terça, 26 Janeiro 2021

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