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Governadores defendem medidas de isolamento social

Fórum pediu que a União lance programas para baixa renda

Por meio de uma videoconferência, 26 governadores (Distrito Federal não participou) se reuniram nesta quarta-feira (25) para discutir soluções conjuntas com o objetivo de minimizar os efeitos sanitários e econômicos da pandemia de coronavírus no país. Ao longo do encontro, os governadores reiteraram a convicção de que as medidas de isolamento social adotadas nos Estados são necessárias para reduzir a disseminação do vírus e, assim, garantir que os pacientes possam ser atendidos, sem colapsar o sistema de saúde. Os chefes dos executivos estaduais reforçaram, ainda, que as ações sanitárias convergem com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

"O fórum é importante para que demonstremos unidade no enfrentamento ao coronavírus e a outros temas de interesse comum. As demandas apontadas pelos governadores em relação ao governo federal são vitais para que possamos encarar os desafios sanitários e econômicos que se apresentam. Essa coordenação de esforços, com serenidade e ponderação, resulta em benefícios aos brasileiros", avaliou o governador Eduardo Leite, que ficará responsável pela redação da carta conjunta dos integrantes do fórum para o governo federal. Os governadores também debateram medidas no setor econômico, destacando o apelo por auxílio financeiro do governo federal. Entre as medidas pleiteadas, está a coordenação, por parte da União, de programas que atendam aos trabalhadores autônomos, informais e às pessoas de baixa renda.

Carlos Massa Ratinho Junior (foto) reforçou o pedido do Paraná para a suspensão do pagamento das parcelas da dívida com a União por 12 meses, além da ampliação do prazo para a quitação de precatórios. A medida busca concentrar esforços e recursos financeiros no combate ao coronavírus. O governador do Paraná destacou que os pedidos já haviam sido feitos ao presidente Jair Bolsonaro na terça-feira (24). Para ele, é responsabilidade dos agentes políticos neste momento apresentar para a sociedade uma solução rápida para amenizar o sofrimento. "Juntos nós entramos nesta crise e juntos nós vamos sair dela", afirmou. As indicações do Paraná foram acatadas pelos demais Estados.

Os governadores publicarão uma carta em que, além das questões anteriores, os integrantes do fórum pedem apoio do Congresso Nacional para viabilizar medidas que auxiliem os Estados. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, participou da reunião e garantiu que o Congresso dará a atenção e a celeridade necessárias para isso. "Precisamos conseguir separar as medidas que são de curto, médio e longo prazos. No momento, a prioridade deve ser o curto prazo, garantindo emprego e renda para os mais pobres e condições para que os Estados sobrevivam a essa crise. Esse é o nosso foco e vamos fazer o possível para que obtenhamos avanços", declarou Maia. A carta redigida nesta quarta (25), e que será publicada nas próximas horas, também reitera pedidos anteriores, encaminhados ao governo federal em um documento no dia 19 de março, e que ainda não foram totalmente atendidos pela União.

No primeiro dia de vigência do decreto que prorroga as medidas de isolamento social em Santa Catarina, o governador Carlos Moisés reforçou que o foco desse esforço é preservar a vida dos catarinenses. Ao mesmo tempo, o Governo do Estado mantém diálogo com os setores produtivos para a retomada planejada, gradual e segura da atividade econômica. Até o início da semana que vem, conforme o governador devem ser anunciadas a liberação de mais algumas atividades, desde que crescimento do contágio em Santa Catarina esteja dentro do previsto.

"Na Europa ocorre o colapso da estrutura de saúde. São números extremamente pesados, e essa pandemia está se seguindo para as Américas. Não podemos imaginar que nosso país vá ser tratado de forma diferente, que não vai chegar aqui. Temos que estar preparados, mitigar os efeitos da crise, sem desprezar ninguém. É dever do Estado e de todos os cidadãos preservar os mais idosos, aqueles que são mais vulneráveis à doença", reforçou Carlos Moisés.

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Terça, 11 Agosto 2020

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