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Fiesc apoiará indústrias no monitoramento do coronavírus

O objetivo é ajudar o setor a traçar um plano de ação para reduzir a propagação da doença, com medidas como a adoção de equipamentos e sistemas adequados de proteção das pessoas
Cada indústria deve adequar o Protocolo Corona dentro da sua realidade

A indústria catarinense ganhou um novo aliado no monitoramento do coronavírus com o lançamento do Protocolo Corona, uma solução apresentada pela Federação das Indústrias (Fiesc) ao setor nesta semana em uma live transmitida pelo YouTube. O evento digital integra programação alusiva aos 70 anos da entidade. O objetivo é ajudar o setor a traçar um plano de ação para reduzir a propagação da doença, com medidas como a adoção de equipamentos e sistemas adequados de proteção das pessoas, dos ambientes e da coletividade em geral, além da realização de testes e o monitoramento da saúde por meio de um software.

O diretor de inovação e competitividade da Fiesc, José Eduardo Fiates, salientou que o pós-pandemia exige um plano de reinvenção, no qual a Federação já vem trabalhando por meio do projeto Travessia. "Mobilizamos nossos especialistas, engajamos os empresários, atuamos nessa guerra contra o corona com informação, comunicação, suporte em logística e mobilização de recursos por meio do Fundo Empresarial (Fera). Coordenamos o aumento da produção nacional de respiradores. Temos pela frente o achatamento da curva de contaminação, a segunda onda de aumento de casos, o surgimento da vacina, o controle da doença, o desenvolvimento econômico e o plano de recuperação", destacou.

A gerente de saúde e segurança do Sesi Senai, Sendi Lopes, explicou que as soluções visam blindar a indústria com protocolos de saúde bem definidos, baseados em pesquisas científicas, diagnóstico e adequação dos ambientes, monitoramento diário de sintomas, testes dirigidos, orientações de saúde para o trabalhador e gestão do retorno ao trabalho. "É importante buscar soluções que protejam a transmissão dentro do ambiente, quando temos uma barreira baixa, pouco efetiva, não conseguimos evitar a circulação. No entanto, quando aumentamos o nível de proteção com ações efetivas para o enfrentamento da pandemia, reduzimos a possibilidade de circulação do vírus dentro do ambiente industrial", alertou.

Cada indústria deve adequar o Protocolo dentro da sua realidade, como detalhou a engenheira de segurança no trabalho do Sesi Senai, Migliane de Mello. "É preciso garantir a distância de segurança, como por exemplo, nas trocas de turno e no uso dos vestiários. A indústria pode definir um fluxo de entrada e saída, utilizar barreira física e incorporar outros recursos, como a face shield (máscaras de proteção facial), além da máscara que é de uso obrigatório em todo o estado", pontuou. "Além disso, é preciso formalizar os protocolos, as capacitações e todas as ações que a empresa fizer no enfrentamento a essa pandemia, reduzindo a transmissão do vírus e evitando a sobrecarga no sistema de saúde", acrescentou.

A médica do trabalho do Sesi, Patrícia Figueiredo, lembrou que esta é uma doença viral e que o autocuidado das pessoas é fundamental na prevenção da transmissão do vírus. "Vejo como principais pontos críticos dois aspectos: a identificação dos sintomas e quais ações a empresa deve tomar caso seu trabalhador seja um caso suspeito ou confirmado de Covid-19", destacou. "Os contaminados devem ser isolados, assim como as pessoas com quem ele teve contato. A testagem desse público também deve ser priorizada e a vigilância epidemiológica municipal deve ser notificada. A empresa deve continuar a monitorar os afastados por meio da telemedicina e do telemonitoramento. Ao superar a fase de transmissão da doença, ele pode ser integrado novamente", explicou.

O evento foi conduzido pelo diretor regional do Senai e diretor de educação e tecnologia da FIESC, Fabrizio Pereira, que reforçou o papel das entidades da Federação no enfrentamento da pandemia. "O IEL, por meio do Observatório, tornou-se o ponto focal de informações e inteligência. Já o Senai tem sido determinante para o desenvolvimento de tecnologias, tais como o respirador pulmonar nacional, novos EPIs, soluções para proteção de ambientes de trabalho, e a manutenção e reparação de respiradores danificados ou inoperantes, dentre outros. O Sesi, por sua vez, tem se preparado para implantar protocolos de saúde e segurança nas diversas cadeias produtivas, bem como aplicar testes em larga escala nas indústrias", destacou. 

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Domingo, 05 Julho 2020

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