Owens-Illinois terá fábrica de garrafas no Sul

Localidade exata ainda está sendo debatida com clientes
Atualmente entre 10% e 15% da demanda brasileira de garrafas é suprida por importações

A maior fabricante de embalagens de vidro do mundo, a americana Owens-Illinois (O-I) vai investir cerca de R$ 990 milhões (US$ 180 milhões) em duas novas fábricas no Brasil, no primeiro movimento de expansão de capacidade efetiva da indústria local nos últimos dez anos. A informação foi veiculada nesta sexta-feira (6) pelo jornal Valor Econômico.

A reportagem, assinada pela jornalista Stella Fontes, revela que o investimento faz parte de um pacote de US$ 680 milhões que será dedicado pela multinacional, entre 2022 e 2024, ao aumento de produção em mercados que enfrentam restrição de oferta e à introdução de uma tecnologia que transforma o processo de produção do vidro. De acordo com a matéria, atualmente entre 10% e 15% da demanda brasileira de garrafas é suprida por importações.

"As fábricas começam a produzir no terceiro trimestre de 2023 e, já no verão, o mercado terá voltado ao equilíbrio", informou o presidente da companhia para a América do Sul, Hugo Ladeira, ao Valor. As duas novas unidades ficarão no eixo Rio-São Paulo e na região Sul, mas a localidade exata ainda está sendo debatida com clientes.

O objetivo com essas conversas, de acordo com a reportagem, é encurtar o raio entre fábrica e cliente, uma vez que o frete tem peso relevante nos custos da embalagem – a depender da distância, pode custar mais do que a própria garrafa ou pote. A nova produção, que eleva em 15% a 20% a capacidade total da indústria brasileira ou em mais de 650 milhões de unidades por ano, está integralmente negociada e as obras serão iniciadas entre novembro e dezembro.

Como Cepas & Cifras antecipou em dezembro do ano passado, a União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra) tem atuado na busca de investidores com a intenção de trazer para o Rio Grande do Sul, onde se concentra 90% da produção nacional, uma nova fábrica de vasilhames. A primeira reunião ocorreu com um grupo de empresas na época. Elas haviam manifestado interesse de investir na Serra Gaúcha, diante da existência de dutos de gás na região e da facilidade logística por estar junto ao maior polo de produção vitivinícola do Brasil. No entanto, a Uvibra declarou ao Blog que não teve tratativas com a companhia norte-americana. 

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Quinta, 21 Outubro 2021

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