Estados Unidos terá crescimento estável ou fraco em 2023

BC norte-americano aponta que a tensão no mercado de trabalho diminuiu
A percepção dos membros do Fed foi que a inflação subiu num ritmo mais modesto

A economia dos Estados Unidos deve ficar estável ou registrar um pequeno avanço em 2023. A análise consta no Livro Bege, relatório sobre as condições econômicas medidas pelo Federal Reserve (Fed), o Banco Central americano, publicado na quarta-feira (18). "A maioria dos distritos indicou pouca ou nenhuma mudança na atividade econômica desde o relatório de setembro", afirmou um trecho do documento. O mercado de trabalho, que tem sido um dos principais entraves para diminuir a inflação, foi classificado como moderado, já que muitos distritos reportaram menos contratações.

"O crescimento dos salários permaneceu modesto na maioria dos distritos. (…) Houve relatos de empresas que modificaram os seus pacotes de remuneração, incluindo permitir trabalho remoto em vez de salários mais elevados", detalha o Fed. A percepção dos membros do Fed foi que a inflação subiu num ritmo mais modesto. No entanto, os preços de venda dos produtos avançaram de forma mais lenta que os preços de matérias-primas. Em relação aos próximos trimestres, o relatório trouxe a percepção das companhias de que os preços devem subir, mas de forma mais lenta.

"Vários distritos relataram reduções no número de empresas que esperam aumentos significativos de preços no futuro", revela o documento. A taxa de inflação medida pelo Fed ficou em 4% nos últimos doze meses até agosto. A meta do Banco Central norte-americano é de 2%. Para o setor imobiliário, o Livro Bege afirma que houve uma queda modesta na demanda por empréstimos. Já os gastos de consumidores foram classificados como "mistos", diante das diferenças de preços e na oferta de produtos.

Inflação na visão do Fed
Michelle Bowman, diretora do Fed, declarou que a inflação nos Estados Unidos está perdendo ritmo, mas segue em níveis elevados. Disse ainda que os membros do BC norte-americano estão concentrados em devolver a inflação à meta de 2%. "A nossa capacidade de cumprir esse objetivo depende, em grande medida, da capacidade de separar os efeitos de curto prazo de acontecimentos temporários das mudanças estruturais de longo prazo na economia", projetou.

Com Redação da B3

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Segunda, 26 Fevereiro 2024

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