Ibovespa sobe com expectativas de mais estímulos globais

Estados Unidos prepara pacote de US$ 1 trilhão em infraestrutura
Bolsa fechou em alta de 1,2%, a 93.531,17 pontos, encerrando uma sequência de quatro pregões de queda

O tom positivo prevaleceu na bolsa paulista nesta terça-feira (16), véspera dos vencimentos de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro, apoiado pelo noticiário de estímulos econômicos. Após o Federal Reserve (Fed) anunciar na véspera que comprará títulos de dívida privada de empresas, repercutiram nesta sessão notícias de que o governo dos Estados Unidos prepara pacote de US$ 1 trilhão em infraestrutura e que o Japão tomará mais ações se necessário.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 1,2%, a 93.531,17 pontos, encerrando uma sequência de quatro pregões de queda. Na máxima da sessão, chegou a superar os 95 mil pontos. O volume financeiro totalizou R$ 30,3 bilhões. Em Wall Street, o S&P 500 fechou em alta de 1,9%, apoiado também por dados de varejo sinalizando que a economia norte-americana está no caminho da recuperação. O presidente do Fed, Jerome Powell, contudo, alertou que uma recuperação completa ainda poderá levar anos. No Brasil, também repercutiram comentários do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a lei das transações tributárias. Ele descartou o uso de parcelamentos nos moldes do Refis, afirmando que o mecanismo "tem de empurrar para a frente".

Pesquisa do Bank of America com gestores na América Latina, por sua vez, mostrou que cerca de 60% dos profissionais consultados veem o Ibovespa acima de 95 mil pontos até o final do ano e um terço acredita que ele pode superar 110 mil pontos. A recuperação recente das ações brasileiras tem encontrado suporte na ampla liquidez global, dada a injeção de recursos expressiva nos mercados e na economia real para atenuar os efeitos da pandemia do covid-19, em um ambiente de taxas de juros bastante reduzidas.

No Brasil, há expectativa de que o Banco Central anuncie nesta quarta-feira mais uma redução na taxa Selic, para 2,25% ao ano, o que tende a corroborar a migração de recursos para a bolsa, em busca de melhores rendimentos.

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Quarta, 26 Janeiro 2022

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