Dólar segue em alta cotado a R$ 4,08

O dólar segue sofrendo reveses dos investidores pelo terceiro dia consecutivo. Desta vez, a moeda norte-americana acumula valorização de 1,3%, sendo vendido a R$ 4,0873. Na quinta-feira (16), a divisa encerrou o dia valendo R$ 4,0366 – avanço de 1%, ...
Dólar segue em alta cotado a R$ 4,08

O dólar segue sofrendo reveses dos investidores pelo terceiro dia consecutivo. Desta vez, a moeda norte-americana acumula valorização de 1,3%, sendo vendido a R$ 4,0873. Na quinta-feira (16), a divisa encerrou o dia valendo R$ 4,0366 – avanço de 1%, fechando acima de R$ 4 pela primeira vez em quase oito meses. O Banco Central realiza leilão de 5,05 mil swaps cambiais tradicionais (correspondente a venda futura de dólares), para rolagem do vencimento de julho, no total de US$ 10,089 bilhões. “É muito difícil falar sobre o futuro da moeda. Esse rompimento de R$ 4,10 é uma barreira psicológica. Talvez a divisa sofrerá um leve arrefecimento, mas não sabemos para quando, nem para quanto. Isso pelo fato de problemas externos, como o crédito da China, bancos na Itália, eleições na Argentina e, ainda, o Brexit”, analisa Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

No mercado interno, os investidores estão cautelosos com os sinais de enfraquecimento da economia brasileira e com as incertezas com o andamento da reforma da Previdência, além da previsão de uma possível derrota do governo na reestruturação dos ministérios e do primeiro escalão. Na visão de Tatiane Cruz, gestora de investimentos da corretora Coinvalores, o maior foco de atenção nas próximas ficará para as discussões da PEC da Previdência na Comissão Especial da Câmara. “As negociações para aprovação serão duras nos próximos dois meses e viveremos momentos de bastante volatilidade. Vislumbramos um longo caminho pela frente para a aprovação das medidas e provavelmente o texto original sofrerá mudanças nesta comissão. O importante nessa fase é preservar o núcleo da reforma, como idade mínima, regra de transição e mudanças para aposentadoria dos servidores públicos. Isso garantirá uma economia de pelo menos R$ 700 bilhões”, prevê Tatiane.  Ainda no front doméstico, a retomada da atividade econômica brasileira continua em ritmo lento  e as expectativas de crescimento foram reduzidas para 1,5%. Por outro lado, apesar do aumento pontual, o quadro inflacionário continua confortável, com o IPCA projetado para o ano abaixo da meta (+4,04%), permitindo ao Banco Central a manter a taxa de básica de juros no patamar de 6,5% ao longo do ano, ou até mesmo seja reduzida a partir do segundo semestre.

Para Tatiane, o cenário externo tem se mostrado mais benigno, tendo em vista as sinalizações concretas do FED de manutenção da taxa de juros entre 2,25% a 2,5% e a diminuição do receio quanto à desaceleração mais drástica da economia mundial, após a divulgação acima do esperado do PIB dos Estados Unidos no primeiro trimestre (+ 3,2%) e da China (6,4%).  “No entanto, o principal fator que pode afetar a economia global é o recrudescimento das tensões comerciais entre os EUA e a China. A ameaça de nova rodada de altas das tarifas impostas pelos Estados Unidos à China pode provocar, se efetivada, desaceleração da economia global, com queda de preços das commodities e valorização do dólar. No geral, apesar da forte volatilidade, estamos cautelosamente otimistas com o mercado de ações”, entende ela. Diante de tantos fatos negativos no campo cambial, pelo menos a bolsa tem respondido positivamente. Depois de apresentar leve queda pela manhã, por volta das 13h o Ibovespa marcava 91.006 pontos – alta de 1,1% em relação ao pregão anterior.

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Quinta, 21 Outubro 2021

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