Matriz aponta quatro regiões em risco gravíssimo em Santa Catarina

Outras 11 regionais apresentam situação grave
A matriz de risco passou a utilizar os dados de vacinação como uma nova variável a partir deste final de semana

A matriz de risco potencial para a Covid-19 aponta 11 regiões estão na cor laranja, nível grave para Covid-19, e apenas quatro em nível gravíssimo (cor vermelha). O Meio-Oeste manteve seus índices e foi classificado novamente em risco alto (amarelo). As regiões que estão classificadas com o maior risco são Alto Vale do Rio do Peixe, Foz do Rio Itajaí, Médio Vale do Itajaí e a região Nordeste. Todas apresentaram nota máxima de risco em transmissibilidade, que avalia o RT e os casos infectantes.

A boa notícia é que cinco regiões mostram risco moderado na capacidade de atenção, que estuda a taxa de ocupação de leitos de UTIs reservadas para Covid-19. São elas: Alto Uruguai, Alto Vale do Itajaí, Extremo Sul, Grande Florianópolis e Meio-Oeste, regional que manteve todos os índices equilibrados, sem nenhum indicador em nível gravíssimo. Acesse todos os dados da matriz clicando aqui.

"O mapa demonstra que as ações de vacinação têm reduzido o número de internações, ocupação de UTI e óbitos, ainda que a transmissibilidade continue significativa. É muito importante continuar acelerando a vacinação e que as pessoas tomem a segunda dose para estarem realmente imunizadas", avalia Bianca Vieira, cientista de dados do governo catarinense.

Mudanças na matriz
A matriz passou a utilizar os dados de vacinação como uma nova variável a partir deste final de semana. Pelo novo modelo, os dados referentes à evolução da vacinação passarão a ser avaliados. Santa Catarina ultrapassou nesta semana a marca de 5 milhões de doses aplicadas, entre a primeira e a segunda doses, além do aumento na velocidade na imunização, há um cenário de relaxamento da pressão sobre o sistema de saúde, com a consequente diminuição da demanda de UTI Covid. A matriz, criada em julho do ano passado, passa pela quarta revisão de indicadores.

A matriz continua organizada em quatro dimensões de prioridade atuais, que são gravidade, transmissibilidade, monitoramento e a capacidade de atenção. A variável de óbitos na semana por 100 mil habitantes continua como gravidade, por ser a informação epidemiológica mais precisa. A dimensão agora traz também a tendência de internação por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) para avaliação por 100 mil habitantes. A taxa de transmissibilidade (RT) é agrupada com o número de infectantes por 100 mil habitantes na dimensão de transmissibilidade.

Já a dimensão de monitoramento recebeu as variáveis de cobertura vacinal em maiores de 18 anos com segunda dose ou dose única completa, bem como a variação de número de casos semanal. Por fim, a capacidade de atenção permanece como taxa de ocupação de leitos de UTIs Adulto SUS reservado para Covid. A oferta de leitos de UTI Covid ponderada por 100 mil habitantes ainda não será considerada nesta versão da Matriz.

"Inicialmente, nós pensamos em usar a taxa de UTI ponderada por 100 mil habitantes, pois ela permite verificar a ampla situação local, já que está sendo apontada uma baixa pressão nas UTIs. Porém, algumas regiões ainda não conseguiram atingir um nível satisfatório de redução na capacidade de atenção exclusiva para Covid-19. Por essa razão, após longa discussão técnica, optou-se por manter a variável anterior", resume Bianca. Outra mudança é que a matriz passará a ser divulgada às 17h de sábado, em razão do fechamento da semana epidemiológica.

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Quinta, 21 Outubro 2021

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