Serviços recuam 0,4% em maio
O volume de serviços no Brasil recuou 0,4% em maio de 2026, na comparação com abril, interrompendo a alta de 1,1% registrada no mês anterior, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada pelo IBGE. O desempenho negativo foi puxado, principalmente, pelos estados do Sul, com destaque para as retrações do Paraná (-2,3%) e do Rio Grande do Sul (-2%), que figuraram entre as maiores quedas do país. Apenas Santa Catarina, entre os três estados da região, escapou do movimento de baixa no mês, com alta de 0,8% no volume de serviços.
A redução do volume de serviços no Brasil foi acompanhada por duas das cinco atividades investigadas: transportes (-1%) e outros serviços (-1,9%), que eliminaram os ganhos observados em abril, de 0,9% e 1,9%. Na comparação anual, o setor de serviços no Brasil cresceu 0,4% em relação a maio de 2025, seu 26º resultado positivo consecutivo. No entanto, o recuo regional foi marcante: 18 das 27 unidades da federação registraram retração no volume de serviços em maio, com o Paraná (-2,2%) e o Rio Grande do Sul (-2%) liderando as perdas. Os dados do IBGE mostram que o acumulado de janeiro a maio de 2026, frente a igual período do ano anterior, o setor de serviços no Brasil teve expansão de 1,9%. Santa Catarina aparece entre os estados que contribuíram positivamente para esse resultado, com alta de 0,8% no período.
O índice de atividades turísticas também apresentou recuo de 0,4% em maio frente a abril, após ter avançado 4,1% no mês anterior. Regionalmente, 13 dos 17 locais pesquisados acompanharam o movimento de queda, com Santa Catarina (-2,8%) e Paraná (-1,5%) entre as influências negativas mais relevantes. Na comparação anual, o volume de atividades turísticas no Brasil caiu 1,6% em maio, terceiro resultado negativo seguido, pressionado principalmente pela queda na receita do transporte aéreo de passageiros. O Paraná novamente se destacou negativamente (-7,7%), seguido por Santa Catarina. No acumulado do ano, o agregado especial de atividades turísticas mostrou variação negativa de 0,1% frente a igual período de 2025, com Santa Catarina (-5,1%) e Paraná (-3,9%) entre as maiores perdas regionais. Em contrapartida, o Rio Grande do Sul registrou alta de 1% no acumulado.
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