IPCA-15 tem alta de 0,7% em setembro
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,7% em setembro, ficando 1,1 ponto percentual acima da taxa de agosto (-0,4%). No acumulado do trimestre entre julho e agosto, o índice ficou em 0,4%, abaixo da taxa de 0,7% registrada em igual período de 2025. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,8%. Quanto aos índices regionais, as onze áreas de abrangência tiveram alta em setembro.
Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em setembro. A maior variação foi em habitação, que registrou alta de 2,1%, o equivalente a 0,3 pontos percentuais acima do mês anterior. O maior impacto foi o da energia elétrica residencial, que, após a queda de 6,2% em agosto, subiu 7,4% em setembro, com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês anterior. A vigência da bandeira tarifária amarela mantém-se em setembro, adicionando R$ 1,88 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.
No grupo de transportes (0,6%), o resultado foi influenciado pelas passagens aéreas (9,8%). Em relação aos combustíveis (0,2%), gás veicular (1,6%) e gasolina (0,3%) registraram alta na média de preços, enquanto o óleo diesel (-0,8%) e o etanol (-0,2%) apresentaram recuo.
Em alimentação e Bebidas (0,4%), a alimentação no domicílio registrou variação de 0,4% em setembro, após recuar 1% no mês anterior. Contribuíram para esse resultado os aumentos do tomate (20,8%), do arroz (2,4%) e das carnes (1,3%). No lado das quedas, destacam-se o feijão carioca (-6,3%), a cebola (-4,4%) e o café moído (-1,4%). Na alimentação fora do domicílio (0,4%), a refeição passou de 0,2% em agosto para 0,4% em setembro, enquanto o lanche desacelerou em relação ao mês anterior, de 0,7% para 0,4%. No grupo de despesas pessoais (1%) sobressai o aumento no preço do subitem cigarro (14,%), a partir de 1° de agosto.
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