China reconhece território brasileiro como livre da febre aftosa
O governo da China anunciou nesta terça-feira (2) o reconhecimento de todo o território brasileiro como área livre da febre aftosa. A decisão amplia oportunidades para as exportações de produtos bovinos e suínos procedentes do Brasil no mercado chinês, como miúdos e carne com osso. As exportações do agronegócio brasileiro com destino à China ultrapassaram US$ 50 bilhões em 2025. Durante missão presidencial à República Popular da China, em maio do ano passado, os dois países assinaram "memorando de entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil e a Administração-Geral de Aduanas da República Popular da China na Área de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias". O documento reforçou o diálogo sanitário entre os países e contribuiu para o avanço de medidas de interesse do setor agrícola brasileiro.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considerou a decisão como um marco para a pecuária brasileira e para a relação comercial entre os dois países, resultado de um trabalho contínuo realizado por produtores rurais, indústrias, serviços veterinários oficiais e demais instituições envolvidas na defesa agropecuária. De acordo com a Abiec, para a cadeia da carne bovina a decisão traz ainda mais segurança e previsibilidade para o comércio entre Brasil e China.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também celebrou o reconhecimento do território brasileiro, por parte das autoridades chinesas, como livre de febre aftosa, o que beneficiará diretamente a suinocultura nacional. Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a medida representa um importante avanço para a consolidação da confiança sanitária construída entre Brasil e China. "O resultado é fruto de um trabalho técnico consistente culminando em mais uma importante conquista para a suinocultura e toda a agropecuária nacional", analisa.
Segundo estimativas da ABPA, a ampliação do reconhecimento sanitário para outros estados com plantas habilitadas para exportação poderá representar incremento superior a 40 mil toneladas anuais nos embarques brasileiros destinados ao mercado chinês, com impacto positivo para a geração de renda, empregos e divisas para o país. Antes do reconhecimento, apenas o Estado de Santa Catarina (que conta com sete plantas habilitadas para exportação à China) detinha o status de livre de aftosa sem vacinação perante as autoridades chinesas. Agora, os estados do Rio Grande do Sul, com oito unidades, e Mato Grosso, com uma planta, também deverão ser beneficiados de maneira imediata — com a possibilidade de embarcar carnes com osso e miúdos externos (permissão exclusiva para regiões com esse status).E novas oportunidades poderão surgir para outras unidades federativas, com potenciais futuras habilitações.
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