Cai a proporção de jovens que não trabalham, não estudam e nem se qualificam
No Brasil, em 2025, uma a cada cinco pessoas no Brasil tinha entre 15 e 29 anos de idade. Entre elas, 17,5% não estavam ocupadas, não estudavam e nem se qualificavam — grupo que ficou conhecido como "nem-nem". Foi uma redução de 4,9 pontos percentuais em seis anos. Em números absolutos, esse contingente recuou de 11 milhões em 2019 para 8,2 milhões em 2025, uma redução de 25,9% no período. Frente a 2024, quando 18,2% dos jovens do país estavam naquela condição, houve redução de 0,7 ponto percentual.
No ano passado, o percentual de jovens ocupados e que estudavam no ensino regular, ou frequentavam algum curso de qualificação profissional foi 16,6%; já os que não estavam ocupados, mas estudavam ou se qualificavam, eram 25%; e 40,8% estavam ocupados, mas não estudavam e nem se qualificavam (veja mais detalhes no gráfico a seguir).
24,8 milhões frequentaram algum curso de qualificação profissional
Em 2025, 14,2% dos jovens acima de 14 anos (ou 24,8 milhões) haviam frequentado algum curso de qualificação profissional. Quanto maior o nível de instrução, maior a incidência de frequência anterior a curso de qualificação profissional: entre aqueles que eram sem instrução até o ensino fundamental completo, o percentual foi de 5,9%; os com ensino médio incompleto até o superior incompleto, 17,3%; e, por fim, 23,1% daqueles com ensino superior completo já haviam frequentado algum curso de qualificação profissional.
Em 2025, a categoria outra instituição particular que, historicamente, vem sendo principal local da realização dos cursos de qualificação profissional, foi escolhida por 46,7% dos estudantes. Já as instituições dos serviços nacionais de aprendizagem responderam por 21,9%, enquanto 18,2% dos alunos realizaram o curso em instituição pública, e 13,2%, no empreendimento em que trabalhavam.
Mulheres eram maioria entre os "nem-nem" em 2025
Entre as mulheres com 15 a 29 anos de idade, 22,8% não estavam ocupadas, nem estudando ou se qualificando, enquanto entre os homens esse percentual foi próximo da metade: 12,4%, o que mostra que houve redução, mas as diferenças de gênero neste indicador permanecem significativas. De 2024 para 2025, com contingente de mulheres que não estavam ocupadas, nem estudando ou se qualificando se reduziu em 6,3%, o equivalente a menos 350 mil mulheres nesta condição. Por outro lado, 27% das mulheres e 23% dos homens apenas estudavam ou se qualificavam, enquanto 32,7% das mulheres e 48,7% dos homens apenas trabalhavam.
Um em cada cinco jovens pretos ou pardos não estudavam e não estavam ocupados
Já o percentual de jovens pretos ou pardos (19,8%) que não estudavam e não estavam ocupados nem se qualificando foi 5,8 pontos percentuais maior que o de jovens brancos (14,%) na mesma condição. Enquanto isso, a proporção de jovens brancos que apenas estudavam (26,6%) foi 2,7 pontos percentuais maior do que a dos jovens pretos ou pardos (23,9%) na mesma condição. Em 2025, cerca de 19,7% dos jovens brancos trabalhavam e estudavam, percentual 5 pontos percentuais maior que o dos jovens pretos ou pardos (14,7%). Já os percentuais dos jovens brancos e dos pretos ou pardos que apenas trabalhavam foram similares: 39,6% e 41,6%.
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