Brasileiro encerra 2025 mais endividado do que em 2024
Na comparação mensal, no entanto, houve melhora dos índices. Após atingir a máxima histórica de 79,5% em outubro, o percentual de famílias endividadas recuou para 78,9% em dezembro, a menor taxa registrada desde julho. O movimento de recuo também foi observado no volume de contas em atraso, que atingiu 29,4% no último mês do ano, o menor patamar desde abril (29,1%), distanciando-se do pico de 30,5%, registrado também em outubro.
Destaques por renda
A análise mostra que a redução mensal do endividamento ocorreu em todas as faixas de renda, com destaque para as famílias que ganham acima de 10 salários mínimos. Já no quesito inadimplência, as famílias com renda entre três e cinco salários apresentaram a queda mais expressiva tanto no mês (de 28,4% para 26,8%) quanto no comparativo entre os anos (de 28,1% para 26,8%).
O cartão de crédito consolidou-se como a principal modalidade de dívida, alcançando 85,1% do total de famílias endividadas — um aumento de 1,3 ponto percentual frente a 2024. Este dado gera cautela, visto que o cartão possui uma das maiores taxas de juros do mercado, em torno de 90,1% ao ano. Por outro lado, o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas dívidas caiu para 12,6%, encerrando o ano abaixo do patamar de 2024. A parcela média da renda comprometida com dívidas permaneceu estável em 29,5% em dezembro, nível inferior aos 29,8% de dezembro de 2024.
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