Amnésia ou maior exigência?

Quase um terço dos entrevistados de Porto Alegre não soube apontar uma grife que ame. O aparente esquecimento pode indicar que o conceito de Love Brand se tornou mais exigente

Um dado salta aos olhos ao colocar uma lupa nos resultados do Love Brands da capital gaúcha. Praticamente um terço (35%) dos entrevistados não soube apontar uma grife que ame na cidade. Na visão de Aline Guimarães, head de expansão da Engaje para a América Latina, o fenômeno pode esconder um componente de representatividade cultural. "Para que uma marca seja considerada uma Love Brand, ela precisa ir além de entregar um bom produto ou serviço. Ela precisa representar valores, histórias e identidades com as quais as pessoas se reconheçam. Em cidades como Porto Alegre, que têm uma identidade cultural muito forte e um senso de pertencimento regional bastante presente, isso se torna ainda mais relevante", apregoa.

"Quando as marcas se comunicam de forma muito genérica ou distante da realidade local, elas acabam perdendo a oportunidade de criar esse vínculo emocional mais profundo com o público", ensina. Por outro lado, a aparente "amnésia" também pode indicar que o conceito de Love Brand se tornou mais exigente. "Não é que as pessoas tenham deixado de gostar de marcas, é que elevaram o padrão do que significa amar uma marca. Reconhecer, consumir com frequência ou até recomendar já não é suficiente. Para ocupar esse lugar hoje, uma grife precisa demonstrar consistência ao longo do tempo, ter um propósito claro, oferecer experiências memoráveis e agir de forma coerente com aquilo que comunica", destaca Aline.

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Segunda, 11 Mai 2026

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