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CPMI da “fake news” admite erro e retira Gazeta do Povo de lista

Técnicos legislativos decidiram que devem ser usados novos critérios para a classificação de páginas de conteúdo
“Com 101 anos de história, o jornal sempre se dedicou ao jornalismo profissional e sempre teve a preocupação de publicar apenas informações verificadas. A busca pela verdade faz parte do nosso DNA”, revelou a Gazeta do Povo em uma mensagem enviada para seus assinantes

A Gazeta do Povo foi erroneamente colocada em uma lista de sites que publicam notícias falsas, elaborada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre fake news. De acordo com a publicação, a relação, criada para mostrar a veiculação de publicidade do governo federal em páginas inapropriadas, foi feita sem transparência e com critérios questionáveis.

"Logo que percebemos o nome da Gazeta na lista, acionamos a CPMI com um pedido de retratação. Com 101 anos de história, o jornal sempre se dedicou ao jornalismo profissional e sempre teve a preocupação de publicar apenas informações verificadas. A busca pela verdade faz parte do nosso DNA", revelou a Gazeta do Povo em uma mensagem enviada para seus assinantes. "Enquanto aguardávamos uma resposta da CPMI, recebemos milhares de mensagens de apoio de assinantes, leitores, colegas da imprensa, membros do Congresso e personalidades públicas. Cada uma delas foi importante para reafirmar para nossa equipe a importância de seu trabalho", diz, ainda, a carta. "A busca pela verdade é parte fundamental de nossos princípios editoriais e sempre pautou nosso trabalho. E também defendemos desde o princípio a liberdade de expressão", finaliza o agradecimento enviado aos leitores.

Na noite de quinta-feira (4), a CPMI publicou uma nota técnica de retificação. Além de retirar o nome da Gazeta do Povo, os técnicos legislativos responsáveis pela lista decidiram que devem ser usados novos critérios para a classificação de páginas de conteúdo. "Concluímos que a inclusão do jornal Gazeta do Povo na categoria 'canais com comportamento desinformativo' foi equivocada. Nos retratamos, portanto, de ter atribuído essa classificação no anexo da informação e promoveremos a sua retirada", diz o documento, assinado pelos consultores legislativos Cristiano Aguiar Lopes e Daniel Chamorro Petersen.

O novo parâmetro adotado pela comissão é o de identificar como site de "comportamento desinformativo" apenas os que não detenham mecanismos de correção de seus conteúdos, não possuam canais para recebimento de reclamações e revisões de informações publicadas e que não sejam formalizados como órgão de imprensa.

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Terça, 11 Agosto 2020

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