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Financiamento imobiliário mostra recuperação

Expectativa do setor é alcançar R$ 160 bilhões em 2020

Os novos financiamentos imobiliários com recursos da poupança e do FGTS, que tiveram o pico em 2014 – com o total de R$ 155 bilhões – e chegaram no fundo do poço na recessão em 2017 – somando R$ 102 bilhões – mostraram recuperação, atingindo R$ 135 bilhões no ano passado. O diretor executivo da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Filipe Pontual, afirmou que, após este desempenho, a expectativa para 2020 é alcançar R$ 160 bilhões.

Para o diretor, os números representam "uma recuperação muito boa", mas ponderou que a confirmação desse cenário depende do impacto que o coronavírus vai provocar na economia mundial e os reflexos na economia brasileira. "Se não for um impacto muito grande, de modo que influencie pouco o desenvolvimento da economia brasileira, esse número vai se verificar. Se o impacto for prolongado no resto do mundo e mais amplo do que já foi no Brasil também, a gente não sabe. Por enquanto, está indo muito bem", completou.

Embora também considere que ainda é cedo para projetar os efeitos do coronavírus na economia brasileira, o professor do MBA em Gestão de Negócios, de Incorporação Imobiliária e da Construção Civil da Fundação Getulio Vargas (FGV), Sérgio Cano, avaliou que em um primeiro momento, quando existe crise econômica que abala os mercados mundiais, as pessoas se sentem mais seguras em investir em um ativo real, um ativo fixo, que, no caso, é o imóvel. "A pessoa sabe que ter um imóvel, por mais que possa ter uma desvalorização por algum tempo, é um patrimônio, um ativo garantido e fixo, diferentemente de quando se está no mercado financeiro, que tem uma volatilidade muito grande e pode desperdiçar dinheiro. Em um primeiro momento, diria que pode haver até um incremento na procura de imóveis por conta dessa crise", analisou, acrescentando que não se pode cravar a extensão do impacto do coronavírus na economia mundial.

Estoque
O setor enfrentou ainda um outro problema: os grandes estoques de imóveis país afora. Pontual observou que, com a recessão severa e as altas da inflação e dos juros, surgiu a insegurança para quem ia entrar em uma atividade de mais longo prazo, como a construção e financiamento. "Primeiro, o consumidor sumiu. Quem não tinha dívida compromissada parou de querer fazer dívida. Um monte de imóvel ficou encalhado. Muitos que estavam em construção, as construtoras terminaram e ficou aquele estoque grande para vender", explicou.

O cenário, no entanto, está diferente. "O que a gente observou pelos dados, inclusive das associações ligadas à construção civil, é que esses estoques já diminuíram muito, praticamente não existem mais. A zona oeste do Rio talvez tenha alguma coisa, mas cada vez menos. Se vê os lançamentos retomando. Em São Paulo é impressionante. A quantidade de imóveis novos sendo lançados este ano e em 2019 foi enorme, e o apetite continua agora. A própria abertura de capital, em lançamento de ações de empresas do setor de construção, foi também impressionante. É um sinal da pujança do setor, que é muito puxador de emprego e renda", contou.

Para o professor Sérgio Cano, os estoques elevados também permitiram que os preços não avançassem. "Durante muito tempo, a gente ficou com um estoque muito elevado, e agora começa, por ter esse movimento que vem desde o ano passado, uma redução um pouco mais acentuada de estoque. Como ainda estava alto, os preços não subiram, ou quando subiram pontualmente em algumas regiões como São Paulo, não foi um aumento tão expressivo no valor do imóvel", avaliou.

Atrativo
Ainda conforme o diretor, a relação do crédito imobiliário sobre o PIB chegou a 9,3% em 2019. Por volta de 2004, era abaixo de 1%. Na visão dele, esta é uma evolução importante, mas no Chile é 24%, na África do Sul 21% e nos países desenvolvidos supera os 50%. "Isso é um exemplo de por que estamos otimistas e os bancos estão interessados. O Brasil tem muito o que crescer em financiamento de crédito imobiliário. É um país que tem muita habitação a ser feita ainda, seja no Minha Casa, Minha Vida ou na média e na alta renda. É um mercado muito grande. Por isso, estamos otimistas, e os bancos têm feito essa guerra de taxas atrás do cliente", concluiu.

De acordo com o professor da FGV, a redução das taxas de juros nos financiamentos tem um impacto significativo no mercado, porque coloca mais gente em condições de comprar um imóvel. "Isso demonstra que a taxa de juros é um fator preponderante para que as pessoas possam adquirir um imóvel, tendo um financiamento que cabe no bolso e está dentro do orçamento", informou.

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Comentários: 1

Maria Eduarda Bernardo em Segunda, 08 Junho 2020 00:41

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Terça, 29 Setembro 2020

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