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Agronegócio paranaense foi desafiado pela logística

Jefrey Albers, economista da Faep, relata alguns reflexos da Covid no estado
Mercado-Municipa-de-Curitiba-tera-calendario-de-eventos-e-melhorias-no-transito_001300713 Alguns produtos precisam chegar rapidamente ao consumidor, mesmo com paralisações

No Paraná, o agronegócio sustentou a economia e, mesmo com a pandemia, o saldo de empregos no setor foi positivo. No acumulado do ano, abriram-se 2.400 vagas a mais do que no mesmo período de 2019. A seca não afetou tanto a produção agrícola paranaense, como ocorreu com os vizinhos do Sul – um fato e tanto para um estado onde 80% da exportação tem por base o agronegócio. Os primeiros impactos do coronavírus foram sentidos na cadeia de alimentação direta, principalmente nos setores de hortifrutigranjeiros e leite. "Houve grande preocupação com a logística, pois são produtos que exigem um tempo determinado para o consumo. Além disso, tivemos de criar mecanismos para o produtor escoar a produção para que o consumidor não ficasse sem a oferta", recorda Jefrey Albers, economista e coordenador do Departamento Técnico e Econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep).

Albers contou no debate promovido pelos Conselhos Regionais de Economia do Sul (veja aqui detalhes da live que foi acompanhada pelo Portal AMANHÃ) que foi preciso estabelecer novos canais de comunicação para a venda direta, conectando produtor e consumidor. Outro ponto provocado pela pandemia foi a alteração no comportamento do consumidor. A população passou por um período de alimentação exclusivamente doméstica, que trouxe consequências como um aumento expressivo no consumo de ovos, por exemplo. "Neste momento, a cadeia como um todo teve de ser tratada de forma mais adequada. É um setor essencial, não precisou interromper atividades,  mas se deparou com questões de escoamento, continuidade da produtividade, insumos, entre outros", detalha Albers.

O economista destacou o esforço do governo estadual em destinar recursos emergenciais para pequenos produtores e também para alimentação das famílias de alunos nas escolas publicas que ficaram sem merenda. "O governo teve de adequar o caixa, pois houve redução de consumo e de impostos. Se tais ajustes forem mal feitos, podemos perder a condição financeira saudável que o estado tinha antes da pandemia. É preciso cuidado com possíveis irresponsabilidades" alerta Jefrey. 

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Terça, 29 Setembro 2020

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