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SC tem quase 200 projetos de pesquisa envolvendo a Covid

Fábio Holthausen, presidente da Fapesc, revelou ao Portal AMANHÃ quais são os estudos que estão em fase avançada
“Como nossos editais foram lançados bem cedo, já percebemos os trabalhos ganhando velocidade”, avalia Fábio Holthausen, presidente da Fapesc

A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc) realizou levantamento das ações de pesquisa e extensão realizadas por instituições de ensino catarinenses para combatera pandemia e seus efeitos. Estão em andamento agora ao menos 188 trabalhos. O número de projetos deve aumentar significativamente com o lançamento do Programa Universal de Pesquisa, que irá destinar R$ 4 milhões para todas as áreas do conhecimento. Atualmente, são realizados 118 projetos de combate à Covid-19 na área da saúde, que abordam desde prevenção até tratamento da doença. Completam a lista ainda 37 ações na área de proteção social, 17 de proteção econômica e 16 na educação. Totalizando assim 98 pesquisas e 90 atividades de extensão.

O presidente da Fapesc, Fábio Holthausen, destaca em entrevista exclusiva ao Portal AMANHÃ, o fato de Santa Catarina, desde o início da pandemia, ter se preparado para antecipar pesquisas. "Percebemos uma ação conjunta de pesquisadores e de toda a academia. Desde abril a Fapesc começou um monitoramento para ter uma dimensão do que estava sendo feito e em que proporção. Ao mesmo tempo, lançamos editais importantes para o combate à Covid-19 e seus efeitos", recorda. Em junho, a entidade aprovou 10 projetos, entre pesquisas e produtos, com investimento de R$ 1 milhão. Também destinou outro R$ 1,2 milhão para bolsas de pós-doutorado e mestrado às seis equipes catarinenses que tiveram seus trabalhos selecionados no edital do CNPq, com pesquisas envolvendo até desenvolvimento de vacina. "Como nossos editais foram lançados bem cedo, já percebemos os trabalhos ganhando velocidade", avalia.

Holthausen revelou ao Portal AMANHÃ quais são os estudos mais avançados em solo catarinense. De acordo com o presidente da Fapesc, a equipe de médicos que vai testar o uso da vacina para poliomielite para prevenção e como atenuante de Covid-19 está selecionando os voluntários. "Os profissionais de saúde da Grande Florianópolis já podem se inscrever para serem testados e depois receberem a dose da vacina ou do placebo, conforme a técnica que estão usando para os testes", anunciou. Outra ação importante é o painel Monitore SC: CovidZero. A empresa que submeteu esse projeto para o edital da Fapesc está selecionando as instituições que poderão receber doações para combater os efeitos da pandemia, especialmente nas áreas sociais. O grande diferencial é que através desse sistema os doadores poderão acompanhar para qual entidade será destinado o recurso, com o que será usado e qual o impacto social.

Além dos grandes projetos, que envolvem a produção de vacinas, de testes rápidos ou de estudos sobre as condições dos pacientes, há também outras ações que impactam no dia a dia do controle da doença. Professores e alunos criam máscaras de proteção aos profissionais da saúde e dão suporte técnico realização de testes de Covid-19. Assim como desenvolvem tecnologias que ajudam em tratamentos e na tomada de decisões para conter a pandemia.

A segunda área com mais ações é a proteção social, com pesquisas que envolvem desde a análise da situação das famílias catarinenses durante esse período até as condições psicológicas e comportamentais causadas pela pandemia. Já os programas de extensão estão relacionados à produção e distribuição de produtos às comunidades mais vulneráveis, como álcool gel, máscaras ou mesmo sabão. Na área da educação, há desenvolvimento de sistemas para aulas a distância e compartilhamento de informações para apoiar o ensino de crianças em casa. Enquanto na proteção econômica, os pesquisadores estão focados em medidas para melhoria nas condições do trabalho em casa, proteção das cadeias produtivas e de mobilidade.

Na avaliação de Holthausen, o esforço feito pelos pesquisadores catarinenses trará resultados não apenas para agora, mas também para médio e longo prazo. "Desenvolveremos tecnologias e modelos de negócio, por exemplo, consolidando ainda mais o nosso Estado como inovador, como uma referência de pesquisa não só para o país, como também um parceiro estratégico para o mundo", afirmou.

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Quarta, 12 Agosto 2020

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