União Europeia aprova acordo com o Mercosul

Zona de livre comércio pode criar um mercado comum cujos PIBs somados chegariam a US$ 22 trilhões
Negociação do Mercosul com os 27 países europeus tem o potencial de incrementar as exportações brasileiras para a UE em cerca de US$ 7 bilhões

Três semanas depois de ter a assinatura em definitivo do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) adiada, os dois continentes puderam testemunhar nesta sexta-feira (9) um feito histórico onde as negociações já somam quase três décadas. O acordo, que começou a ser debatido em 1999, tem o potencial de criar um mercado comum cujos PIBs somados chegariam a US$ 22 trilhões. Petróleo e derivados são os produtos mais exportados pelo Mercosul à União Europeia, que por sua vez vende principalmente produtos medicinais e farmacêuticos para o Brasil, a Argentina, o Uruguai e o Paraguai.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou há pouco a aprovação, por ampla maioria dos países que integram o bloco, do acordo de livre comércio com o Mercosul. "A decisão do Conselho de apoiar o acordo UE-Mercosul é histórica", escreveu Ursula em sua conta na rede social X, o antigo Twitter. "A Europa está enviando um sinal forte. Estamos empenhados em criar crescimento, empregos e em garantir os interesses dos consumidores e das empresas europeias", acrescentou a presidente da comissão responsável por elaborar propostas de leis para todo o bloco e por executar as decisões do Parlamento e do Conselho europeu. Com o resultado confirmado, a presidente da Comissão Europeia poderá viajar para o Paraguai, já na próxima semana, para ratificar o acordo com os países-membros do Mercosul. O Paraguai assumiu em dezembro de 2025 a presidência rotativa pro-tempore do bloco. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chamou de histórico o acordo entre os blocos. "Acordo histórico, não apenas pelo seu significado econômico, mas sobretudo pelo significado geopolítico. Uma nova avenida de cooperação se abre nesse momento conturbado, mostrando um novo caminho de pluralidade e oportunidade", postou Haddad, também no X.

Repercussão
Responsável por promover os produtos e serviços brasileiros no exterior, a Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil) afirma que o acordo tem o potencial de incrementar as exportações brasileiras para a UE em cerca de US$ 7 bilhões. "Estamos falando de uma população de mais de 700 milhões de habitantes e de um PIB de perto de US$ 22 trilhões. Só perde para o dos Estados Unidos, em torno de US$ 29 trilhões, e supera o da China, que gira em torno de US$ 19 trilhões", comentou o presidente da agência, Jorge Viana, em nota. Ele também destacou a qualidade da pauta exportadora brasileira com o bloco europeu: "Mais de um terço daquilo que o Brasil exporta para a região é composto de produtos da indústria de processamento", disse.

O acordo prevê redução imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte como motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (autopeças) e aviões. Todos representam áreas estratégicas para inserção competitiva do Brasil. Também haverá oportunidade positiva para couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e produtos químicos. Haverá redução gradativa das tarifas, até zerá-las, sobre diversas commodities (sujeitos a cotas).

Com ABR

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