Sediada no Sul, primeira fábrica de chocolates do país chega aos 130 anos

Neugebauer celebra a data com foco em inovação e novos lançamentos
Com marcas consagradas como 1891, Amor Carioca, Bib's, Refeição, Stikadinho e Mu-Mu, o faturamento estimado da Neugebauer para 2021 é de R$ 570,2 milhões

Neste mês de setembro, a tradicional marca de chocolates Neugebauer completa 130 anos de existência. Consolidada no Rio Grande do Sul, a empresa vem conquistando mercado em outros estados brasileiros do Sul e Sudeste e exporta para mais de 30 países. Uma história que começou a ser escrita em 1891, quando a primeira fábrica foi inaugurada em Porto Alegre.

Fundada pelos irmãos Franz e Max Neugebauer, juntamente com o amigo Fritz Gerhardt, a empresa teve início com o nome de Neugebauer Irmãos e Gerhardt. A operação iniciou com a produção de deliciosos doces para depois importar da Europa a receita e os segredos do verdadeiro chocolate.

No início de 2010, o Grupo Vonpar, então engarrafador de Coca-Cola para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, diversificou seus negócios comprando a Neugebauer. Foi criada, assim, a Vonpar Alimentos S/A, transformada em uma divisão que englobava as empresas Mu-Mu Alimentos (produtos lácteos e doces) e Wallerius (balas, chicles e pirulitos).

A história da Neugebauer se iniciou na capital gaúcha e, por mais de um século, por lá permaneceu. Contudo, como parte estratégica de expansão da marca, em 2013, foi inaugurada uma nova fábrica, no município de Arroio do Meio (RS), unificando em uma mesma planta a produção de chocolates, candies e doce de leite.

"Por vezes, é preciso inovar e seguir novos rumos em prol do crescimento, da qualidade e da fortificação de uma empresa. E foi isso que aconteceu. Com a nova fábrica foi e está sendo possível ampliar nossa distribuição, criar produtos e apresentar uma série de surpresas para os nossos consumidores", destaca Ricardo Vontobel, presidente da Neugebauer.

Com uma planta de mais de 35 mil metros quadrados, a fábrica de chocolates mais antiga do Brasil, hoje é uma das mais modernas da América Latina, já que conta com as mais eficientes tecnologias de fabricação e embalagens do mercado mundial.

A empresa conta com um quadro de 654 funcionários, sendo 453 atuando na planta industrial, que atualmente produz em média 74 mil quilos de chocolates e 20 mil quilos de doce de leite por dia, por exemplo. Com um grande potencial de crescimento, a Neugebauer tem espaço físico para dobrar a produção, que engloba um mix de mais de 100 produtos com os mais variados destinos.

A primeira fábrica de chocolate do Brasil está presente em todos os continentes do mundo e a exportação representa uma participação de aproximadamente 12% no global da empresa. Com marcas consagradas como 1891, Amor Carioca, Bib's, Refeição, Stikadinho e Mu-Mu, o faturamento estimado da Neugebauer para 2021 é de R$ 570,2 milhões, enquanto o valor consolidado de 2020 foi de mais de R$ 432 milhões.

Os estados do Sul concentram 65% do volume de chocolates da Neugebauer, mas conforme a empresa avança em sua estratégia de distribuição, a relevância de outras regiões aumenta. Atualmente, o estado de São Paulo já representa 20% do volume e a Neugebauer possui 3,4% de participação no mercado brasileiro. Além disso, ela é a terceira marca de chocolates no Rio Grande do Sul, com liderança no segmento de barras regional.

Dentro de suas prioridades, a Neugebauer projeta o aumento de distribuição, tanto no Rio Grande do Sul quanto em outros estados e busca uma exposição de destaque de seus produtos nos pontos de vendas.

Segundo os dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates Amendoins e Balas (Abicab), o Brasil é um dos maiores produtores de chocolate do mundo. No primeiro trimestre de 2021, a produção de chocolates ficou em 189 mil toneladas, um aumento de 23% em relação ao mesmo período de 2020.

"O setor de chocolates apresenta boas oportunidade de ocupar novos mercados e expandir os formatos de vendas. Nosso país possui um consumo per capita anual deste segmento de produto de 3,5 quilos por habitante e apenas o Sul do país detém consumo equivalente a esses mercados, com 6,8 quilos por habitante, consumo equivalente de países como Suíça, por exemplo", afirma Ubiracy Fonsêca, presidente da Abicab.

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Quinta, 21 Outubro 2021

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