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Práticas de ESG chegam à incorporação e atraem olhar de fundos

Ações ambientais, sociais e de governança se tornaram imprescindíveis no ambiente imobiliário
“As empresas do futuro são as que demonstrarem adequações não apenas no discurso, mas na prática”, afirma Lage, CEO da Valor Real

Três letrinhas estão mudando o mercado da construção e incorporação – e a forma como os investidores elegem seus projetos. As ESG – da sigla em inglês para as melhores práticas ambientais, sociais e de governança – estão se tornando balizadoras das ações e investimentos de empresas. No mercado da construção e incorporação, não é diferente. A forma como as companhias estão gerando (ou minimizando) impactos ao meio ambiente e à sociedade compõe inevitavelmente a avaliação de riscos para negócios e investimentos.

E isso vale para empresas de todos os segmentos. No nicho de empreendimentos populares com padrão de qualidade superior e boa relação custo-benefício, a Valor Real Empreendimentos, que atua na Região Metropolitana de Curitiba, tem dedicado os últimos dois anos a adequar seus lançamentos e canteiros de obras aos quesitos de sustentabilidade. As certificações começam a ser obtidas e a empresa está se credenciando para negociar com fundos investidores.

Certificações ambientais
O primeiro resultado veio em 2018, quando o Greenbuilding Brasil (GBC) certificou o residencial Pinhais Park como o primeiro condomínio popular do programa Minha Casa Minha Vida no país a receber a certificação de projetos do GBC Condomínio. Em agosto passado, o empreendimento recebeu o Selo Ouro do GBC, que atesta que todos os critérios avaliados pela certificação foram executados até a entrega do condomínio.

"Trabalhamos para cumprir todos os requisitos de sustentabilidade e responsabilidade social. O mundo e o mercado estão voltando os olhos para esses critérios ao definirem novos negócios e investimentos. As empresas do futuro são as que demonstrarem adequações não apenas no discurso, mas na prática", afirma Antonio Lage (foto), CEO da Valor Real Empreendimentos.

Entre os destaques sustentáveis do projeto do Pinhais Park estão ações de economia de água (com aproveitamento da água das chuvas), economia de energia (sistema automatizado), reciclagem e otimização dos resíduos e materiais, conforto térmico e acústico (com orientação solar e de circulação dos ventos).

Corrente do Bem
No aspecto social, a construtora lançou neste ano o projeto Corrente do Bem, que busca doações financeiras e de mão de obra voluntária para reformar ou construir casas para famílias em situação de vulnerabilidade na Região Metropolitana de Curitiba. A primeira ação está sendo planejada na Vila Israelense, em Araucária (PR). "Contamos com um grupo de mais de 25 pessoas, entre empresas parceiras e voluntários da Valor Real, desde a área administrativa até os departamentos de execução de obras, unidos para atender o maior número possível de famílias. Temos também como foco a mobilização de universitários a prestarem horas complementares de voluntariado," explica Lage.

Um estudo feito pela WRI, uma das principais entidades ambientalistas dos Estados Unidos, e publicado pela revista Exame no final de agosto, revela que a economia brasileira pode crescer 15% mais do que as projeções indicam, até 2030, caso governos e empresas invistam em tecnologias verdes. Em entrevista recente, a vice-presidente sênior de estratégia de engajamento em ESG da Moody's Corporation, Martina Macpherson, ressaltou o empenho das empresas na aplicação de critérios ESG em seus empreendimentos. "Essas informações permitem uma melhor avaliação sobre o perfil de risco, de retorno e a resiliência de uma companhia, por exemplo, examinando fatores de valor mais qualitativo e ajudando a identificar empresas bem geridas, promovendo uma mentalidade de investimentos de longo prazo", afirma.

Além disso, já existe um público consumidor disposto a pagar mais caro por produtos e serviços oferecidos por empresas que têm projetos sociais e ambientais. "É a tendência que temos notado com mais força nos últimos dois anos, com nossos clientes e investidores. Isso começa nos grandes players do mundo e chega até os segmentos regionais. Só conseguiremos, de fato, transformar o mundo quando colocarmos em prática todas essas ações de ESG que ainda estão entrando no radar das companhias", pontua o CEO da Valor Real.

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Segunda, 23 Novembro 2020

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