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Plataforma inédita criada no Sul quer facilitar investimentos no mercado imobiliário

Rock junta investidor insatisfeito com rendimento de CDB e incorporador em busca de dinheiro mais barato
sociosrock São sócios da Rock Sérgio Pretto (à esquerda), Marcos Colvero (centro) e Alvaro Pedó da Silva

As taxas de juros nunca estiveram tão baixas no Brasil. Em meio ao cenário de fraco rendimento de aplicações como CDBs, a Rock oferece uma plataforma para investimentos no mercado imobiliário, voltada para pequenos, médios e grandes investidores, de perfil conservador ou arrojado. A empresa une, de um lado, pessoas que desejam investir no mercado imobiliário e, de outro, as incorporadoras e construtoras, que buscam recursos para financiar seus empreendimentos. Através de uma plataforma digital, a Rock permite que os investidores façam simulações de seus rendimentos e acompanhem em tempo real a evolução do empreendimento e do investimento, que pode ser a partir de R$ 1 mil.

A ideia é que as pessoas tenham um rendimento superior ao oferecido pelas operações de renda fixa dos bancos aplicando seu dinheiro em investimento imobiliário sem estar adquirindo qualquer imóvel. "Ele compra um título com lastro de garantia real remunerado por uma taxa pré-fixada. Na oferta que temos em aberto hoje, esse índice é de 8,99% ao ano. Isso é incomparável com o que está disponível no mercado atualmente, pois alia alta rentabilidade com garantia real", defende um dos sócios idealizadores da empresa, Marcos Colvero.

Colvero argumenta que a ideia da Rock é inédita porque o investidor conta com garantias reais como a alienação fiduciária, por exemplo. "O nosso modelo garante os recursos totais para a conclusão da obra – e não apenas um empréstimo para uma parte da construção, trazendo segurança e tranquilidade a todos: investidores e incorporadoras", afirma. No modelo de negócio da Rock, ela capta com investidores todo o valor necessário para a conclusão do projeto e repassa para a incorporadora aos poucos, de acordo com a evolução da obra. Ao mesmo tempo, os investidores também recebem seus rendimentos.

O financiamento coletivo viabiliza a realização de muitos empreendimentos que não teriam condições de buscar linhas de crédito dos bancos tradicionais. "Ao identificarmos os empreendimentos, eles passam por um crivo muito rigoroso feito pelo nosso comitê interno. Fazemos uma análise econômico-financeira muito profunda para poder definir que é seguro. O empreendimento também já tem de estar em construção, para não corrermos o risco de ser algo que ainda não foi lançado e que não tenha mercado ou licenciamento", esclarece Colvero.

Com experiência de quase 12 anos como diretor de incorporações da MelnickEven e, recentemente, como parceiro de alguns empreendimentos pela RottaEly, Colvero conta que a ideia da plataforma nasceu de uma análise: muitas pessoas que gostam do segmento imobiliário acabam fazendo investimentos de forma não adequada frente à complexidade das operações. "O objetivo é democratizar o acesso, não só para quem tem grande capacidade financeira, mas também para quem quer construir sua poupança e não está contente com a baixa rentabilidade, ainda mais com a Selic em patamares muito abaixo da média histórica", argumenta.

Uma das complexidades do investimento imobiliário é a aquisição de um imóvel - apartamento, sala ou loja – em operações sujeitas a variáveis como a oscilação do preço e a falta de liquidez, além da própria exigência de envolvimento com a gestão do imóvel, condomínio e taxas. "Neste momento, as pessoas estão mais conservadoras. O brasileiro tem um perfil de investimento calcado na segurança. Com a Rock, a operação não está toda envolvida em comprar ou vender imóvel, e sim em emprestar recursos para um operador do segmento que corre os riscos da área, e não nós", pondera. Colvero adianta que a Rock está desenvolvendo uma ferramenta para que o investidor possa conseguir liquidez antecipada.

Para o primeiro ano, a companhia espera que o crescimento seja orgânico. Nos próximos 12 meses, serão feitos entre 8 a 10 investimentos, com um volume de R$ 60 milhões a R$ 80 milhões. "Nosso foco é ter uma operação muito consistente. Estamos mais preocupados em ter esse crescimento orgânico, preparando a empresa com muita robustez para realmente sermos muito diferenciados no que diz respeito ao atendimento personalizado", projeta Colvero. Também são sócios da Rock Sérgio Pretto, criador da NutecNET, e Alvaro Pedó da Silva, consultor e especialista na expansão internacional de empresas brasileiras e estrangeiras.

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Sábado, 27 Fevereiro 2021

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