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Mercado Livre deve mudar operação do Rio Grande do Sul para Santa Catarina

Impasse com o governo gaúcho motivou decisão, porém Piratini tenta reverter a situação
Pelas normas atuais, cada vendedor que comercializa produtos pela plataforma teria de abrir uma filial gaúcha

O Mercado Livre confirmou ao Portal AMANHÃ que desistiu de instalar seu Centro de Distribuição (CD) em Gravataí, na região Metropolitana de Porto Alegre. "O Mercado Livre confirma que, infelizmente, as negociações com o governo gaúcho para desburocratizar a atuação de vendedores de fora do Rio Grande do Sul dentro do estado resultaram infrutíferas até o momento", revela a nota de esclarecimento.

"No entanto, mantemos nosso propósito de instalar um CD no Sul do Brasil, por ser um importante mercado para nossos usuários, tanto vendedores quanto compradores da plataforma. Já iniciamos conversas com outras localidades na região, onde identificamos um modelo de atuação mais favorável aos empreendedores que atuam em nosso marketplace", revela a nota enviada pela assessoria de imprensa da gigante varejista. O destino do Mercado Livre já está traçado: Santa Catarina. AMANHÃ confirmou a informação com a Secretaria de Estado da Fazenda (SEF/SC). "A SEF está trabalhando com o Mercado Livre e já atendeu a companhia em algumas ocasiões. O secretário Paulo Eli concedeu o regime especial solicitado pela empresa, relativo às obrigações acessórias", afirma a nota enviada pelo governo catarinense.

"Agradecemos muito pela receptividade tanto do governo do Rio Grande do Sul quanto da prefeitura de Gravataí em conversar e ouvir nossas necessidades para operar, e confirmamos que nada mudará com nosso hub de entregas que já existe em Porto Alegre. O Mercado Livre se mantém à disposição para futuras oportunidades", finaliza o esclarecimento. Em março, a companhia anunciou uma tentativa de negociação com o governo gaúcho, que chamou de "trâmites operacionais de ordem fiscal".

Segundo o Blog Acerto de Contas, da jornalista Giane Guerra, da Rádio Gaúcha, a empresa explicou em março que, pelas normas atuais vigentes no estado, cada vendedor que comercializa produtos pela plataforma teria de abrir uma filial no Rio Grande do Sul. Essa exigência inviabilizaria o empreendimento, porém o Mercado Livre se mostrava confiante na condução do assunto pela Secretária Estadual da Fazenda (Sefaz). A companhia pedia que uma alteração fosse feita, como aconteceu em São Paulo, onde o Mercado Livre tem CDs em Cajamar (foto) e Louveira.

O governo do Rio Grande do Sul esclareceu ao Portal AMANHÃ que não foi informado oficialmente a respeito da suposta desistência definitiva da empresa Mercado Livre de instalar um CD em Gravataí. "Desde o início das negociações, o governo, prezando pelo interesse dos cidadãos gaúchos, tem procurado garantir as condições para que a companhia amplie seus negócios já existentes no Estado com a instalação desse CD", diz a nota oficial. "Por meio da Sefaz, foi oferecida, conforme demanda da empresa, uma harmonização da legislação tributária do Rio Grande do Sul com a de São Paulo para que fosse possível a instalação do CD nas mesmas regras de outros centros de distribuição. A Sefaz permanece tentando superar questões adicionais ao modelo paulista em vigor, surgidas à medida que as negociações avançaram. A Receita Estadual, inclusive, está levando esse assunto ao âmbito do Confaz para que seja discutido um padrão nacional para as operações de Fulfillment (logística de e-commerce). O governo do Estado tem empreendido todos os esforços possíveis para garantir o investimento e busca o melhor entendimento para que a instalação do CD seja positiva para o Estado e para a própria companhia, respeitando aspectos comerciais da economia como um todo", afirma o documento enviado pelo governo gaúcho. 

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Comentários: 1

Jaime Zell em Segunda, 22 Junho 2020 14:15

Quem tudo quer, nada tem....

Quem tudo quer, nada tem....
Visitante
Quinta, 03 Dezembro 2020

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