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Gelprime anuncia R$ 300 milhões em complexo industrial no Paraná

Empresa produzirá colágeno hidrolisado e gelatina para as indústrias farmacêutica e alimentícia
A assinatura do acordo contou com a participação de Ratinho Junior e do presidente da empresa, Edson Vanzella Pereira de Souza

A Gelprime, empresa do grupo Vancouros, anunciou nesta terça-feira (20) um investimento de cerca de R$ 300 milhões em um complexo industrial em Ibiporã, na região norte do Paraná. Serão gerados 350 empregos diretos, além de inúmeros indiretos ligados à logística e insumos. A companhia produzirá nessa planta colágeno hidrolisado e gelatina para as indústrias farmacêutica e alimentícia.

A assinatura do acordo com a Secretaria da Fazenda aconteceu no Palácio Iguaçu e contou com a participação do governador Carlos Massa Ratinho Junior e do presidente da empresa, Edson Vanzella Pereira de Souza. O aporte está dividido em duas etapas. A primeira prevê investimento de R$ 186,8 milhões para produzir gelatina, fase que deve gerar 150 empregos diretos e que foi aprovada no protocolo de adesão com apoio do Estado. O barracão começou a ser construído em abril deste ano, com previsão de inauguração para novembro de 2021.

Em seguida a Gelprime começará a construção da fábrica de colágeno para atender as indústrias farmacêuticas brasileiras e globais. A estratégia é aproveitar melhor os subprodutos da indústria do couro bovino, como raspas, aparas e recortes, fechando a cadeia produtiva de forma sustentável, sem descartes.

A Gelprime pertence ao grupo Vancouros, tradicional no ramo de curtimento de couros. É uma companhia de origem paranaense e que emprega atualmente 1,4 mil pessoas no estado, com previsão de alcançar 2,1 mil com os 350 empregos desse novo complexo e as 400 contratações na planta de manuseio do couro para revestimento de bancos de automóveis, móveis e calçados em Rolândia.

A primeira fábrica terá capacidade para produzir 7 mil toneladas de gelatina por mês. A segunda etapa, da transformação em colágeno, que é um produto com mais tecnologia agregada, vai atingir um mercado em alta no Brasil e no mundo. A empresa desenvolveu um sistema para romper o colágeno da gelatina para atender as necessidades de absorção do corpo humano. O colágeno hidrolisado é um suplemento alimentar extraído da cartilagem bovina que proporciona firmeza e elasticidade à pele, combatendo o envelhecimento e a flacidez.

"Queremos trabalhar com o couro do frigorífico até a ponta final, tornando a cadeia toda sustentável. O couro tem várias utilidades, dos revestimentos dos bancos de automóveis a componentes de lubrificantes de brocas para perfuração de poços de petróleo. E um deles é a proteína. Nossa estratégia nesse momento é migrar parte da produção para esse foco para atender um mercado que cresce vertiginosamente", afirmou Pereira de Souza.

Entre as prioridades da empresa estão atender o mercado de gelatinas para remédios/comprimidos, o que facilita a digestão, e a venda para gigantes da alimentação, como a Nestlé Kraft, Heinz e Pepsico. O projeto começou a sair do papel há quase dois anos, quando a empresa procurou o Paraná e várias outras unidades da federação com o objetivo de implantar o complexo industrial.

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Terça, 24 Novembro 2020

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