Sul debate projeto de fornecimento de gás natural de Vaca Muerta

O projeto do gasoduto prevê a entrada em solo brasileiro pela cidade gaúcha de Uruguaiana
Indústria responde por metade do consumo de gás natural no Brasil

Com enfoque no mercado de gás natural e a prioridade que representa para o setor industrial, a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) realizou, em parceria com o governo gaúcho e a embaixada da Argentina no Brasil, o seminário Oportunidades Argentina-Brasil, Relação com o Governo de Misiones e o Fornecimento de Gás Natural de Vaca Muerta ao Rio Grande do Sul. Presente ao evento, o embaixador argentino, Daniel Scioli, destacou o total interesse do governo argentino na conclusão da obra, que inicia na província de Neuquén, e cuja primeira etapa, de 563 quilômetros, entre Tratayén e Saliquelló, se encontra em execução, com previsão de entrega em junho deste ano. Scioli ressaltou a posição estratégica e importante que a indústria do Rio Grande do Sul sempre teve com a Argentina, cujo país é o terceiro comprador de produtos gaúchos e o primeiro da origem de vendas ao estado, e que essa relação poderá se intensificar após a conclusão da obra. O projeto do gasoduto prevê a entrada em solo brasileiro pela cidade gaúcha de Uruguaiana.

O presidente da Fiergs, Gilberto Petry, lembrou que a indústria responde por metade do consumo de gás natural no Brasil e que, industrializado e com diversificação produtiva, o Rio Grande do Sul está entre seus principais consumidores no país. "O custo constitui ainda uma barreira operacional para inúmeras fábricas. Cabe, portanto, discutir e analisar caminhos para garantir um fornecimento competitivo", disse, enfatizando que desde a aprovação do marco regulatório do gás no parlamento brasileiro há menos de dois anos, já se observam evoluções significativas, mas ainda há muito a se avançar. Secretária de Energia da Argentina, Flavia Gabriela Royón apresentou as oportunidades decorrentes da implantação do gasoduto Vaca Muerta – Uruguaiana. Informou que a segunda etapa, de 521 quilômetros entre Salliquelló e San Jerónimo, tem previsão de conclusão para o próximo ano. "O projeto do gasoduto é estratégico e de alta prioridade para a Argentina", ressaltou.

O vice governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, lembrou que há uma década o Brasil não investe em gasodutos e, nesse contexto, o projeto de Vaca Muerta se torna fundamental. Além da questão do gasoduto, Souza ressaltou outras pautas conjuntas, como a ponte entre Porto Xavier e San Xavier, a retomada dos voos diretos entre Porto Alegre e Buenos Aires e a renovação do convênio de concessão da ponte em São Borja, além de questões sanitárias e comércio internacional. Inovação foi o último tema tratado, e o vice-governador convidou a comitiva argentina a participar do South Summit Brazil, de 29 a 31 de março, na capital gaúcha.

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Sábado, 13 Abril 2024

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